<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721</id><updated>2012-02-16T14:51:12.905-02:00</updated><title type='text'>Opinião, Literatura, História e Educação</title><subtitle type='html'>Um olhar sensível sobre a História, a Literatura e a Educação constitui a razão de ser (é isso que significa Ratio Essendi) deste blog, que busca trazer além da opinião de autores conceituados, através de textos selecionados, as idéias daqueles que julgam ter muito a aprender e por isso procuram a cada dia construir conhecimentos sólidos nestes ramos do saber.
Contato: liege_o@yahoo.com.br
         tafnecanto@yahoo.com.br</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-6378731053929898610</id><published>2012-01-17T00:39:00.003-02:00</published><updated>2012-01-22T22:47:46.467-02:00</updated><title type='text'>O saber de segunda mão...</title><content type='html'>De uns tempos para cá tenho passado por situações que me fazem refletir sobre como é vital encontrar o conhecimento em fontes seguras. Tenho me deparado com pessoas que constroem sua filosofia de vida, conduzem seus preceitos de saúde, assuntos jurídicos e tudo o mais com base no “diz que me disse” e em mensagens eletrônicas “bem intencionadas” que circulam na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só dois exemplos: no Facebook circulou uma mensagem que o Aleandre Garcia fora demitido pela Rede Globo depois de uma severa crítica feita ao governo PT (e um vídeo You Tube vinha acompanhando a manchete). A publicação fechava ainda com um comentário falando acerca da censura do governo petista. Quando li isso lembrei ter visto um programa do Alexandre Garcia no dia anterior na Globo News. De tão pasma, fiz questão de entrar na página da Globo News e conferir se o programa Espaço Aberto ainda estava no ar. Ufa, lá estava ele. Recentemente também recebi uma mensagem virtual informando sobre o novo prazo de vencimento da CNH. O conteúdo alertava que a partir de maio de 2011 quem não renovasse a carteira em um mês teria que passar por todo o processo novamente. Bom, isso tem muito jeito de político brasileiro, mas estava justamente passando pelo processo de renovação da minha habilitação e por algumas questões não conseguira fazer no prazo de um mês e não sofri nenhuma penalidade por isso. Aliás, não utilizei nem despachante, fui diretamente ao Ciretran e renovei minha carteira por muito menos que o despachante me cobrara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São exemplos bobos, mas que acabam sendo repassados por pessoas idôneas. Informações que circulam no meio eletrônico, outras que são transmitidas de geração em geração, na boca de vizinhos e ninguém sabe dizer de onde surgiram. E aí, criticamos o que não deveríamos criticar, agimos do modo que não deveríamos, organizamos mal nosso cardápio, não distinguimos propaganda dos quesitos que realmente devemos elencar como prioritários, elegemos quem não administrará adequadamente a coisa pública e assim por diante. Claro que não é fácil estar bem informado a respeito de tudo, mas vai a dica: os advogados não atualizam seus conhecimentos sobre leis lendo emails, estudam diretamente a Constituição. Existe sempre a fonte adequada para descobrirmos. Esse mal de historiador e de qualquer pesquisador sério, de se preocupar com a validade das fontes de pesquisa, podia se tornar uma epidemia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temo por este tipo de informação circulante:é geradora de mitos, formadora de ideias, perniciosa, caluniosa. Nosso crivo sobre a confiabilidade e a intenção das coisas precisa ser mais refinado. E é dessa gama de informações descabidas, de sinapses realizadas por caminhos controversos que a ignorância impera e constrói discursos. O discurso de que o sujeito crítico é aquele de que nada está bom, que não preciso aprender matemática, que petista é x e tucano é z e mais uma infinidade de assuntos... E mais: nos tornamos juízes com olhares míopes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liege de O. Leopoldo e Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-6378731053929898610?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/6378731053929898610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=6378731053929898610&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6378731053929898610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6378731053929898610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2012/01/o-saber-de-segunda-mao.html' title='O saber de segunda mão...'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-7508265458452773832</id><published>2011-03-11T22:01:00.000-03:00</published><updated>2011-03-11T22:02:00.506-03:00</updated><title type='text'>Análise de Revistas de História - Revista de História da Biblioteca Nacional e Aventuras da História</title><content type='html'>Por Liege de O. Leopoldo e Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num estudo coordenado pela professora Dra. Raquel Glezer  ela informa que o mercado de revistas de conhecimento com teor histórico tem aumentado consideravelmente desde 2003. Nesta publicação constata-se ainda que periódicos como Aventuras da História (AH) da Editora Abril, líder do gênero, têm como maior parte do público na chamada classe B. &lt;br /&gt;Em 2006, o leitor brasileiro passou a encontrar nas bancas um periódico elaborado pela Biblioteca Nacional, a Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN). Com temas voltados para a história brasileira ela diferencia-se em sua abordagem da revista Aventuras da História.&lt;br /&gt;Para uma breve análise comparativa entre os dois periódicos, será utilizado um exemplar de cada revista. Os exemplares de Aventuras da História  e da Revista de História da Biblioteca Nacional  utilizados neste são de 2009 e 2007, respectivamente.&lt;br /&gt;Em ambas o assunto de destaque da capa são referentes à Segunda Guerra Mundial. Na revista AH a temática gira em torna da Igreja e Nazismo, questionando se o Papa Pio XII foi omisso ou prudente diante das atrocidades de Adolf Hitler. A imagem da capa, em arte digital, aparece o Papa Pio XII e por trás dele, Hitler. Na RHBN encontramos a chamada “Por que o nazismo não deu certo no Brasil”. Uma fotografia de Genevieve Naylor  onde flagra na Praça Mauá em 1942, um grupo de estudantes em apoio à entrada do Brasil na Guerra. Em destaque, estudantes fantasiados de Hitler.&lt;br /&gt;No artigo de capa da AH, intitulado Bendito ou maldito?  , o jornalista Eduardo Szklarz cita em seu artigo vários historiadores e jornalistas que escreveram sobre a conduta de Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial e conclui que é difícil determinar se Pio XII ajudou os judeus ou se apoiou Hitler. As imagens que compõem a matéria são dos personagens em questão (Pio XII e Hitler) e de outros homens citados na matéria. Contém a imagem de um documento histórico, um passaporte falso do nazista Adolf Eichman.&lt;br /&gt;Na RHBN um dossiê sobre o assunto se estende das páginas 18 a 46. Assuntos como a participação da UNE, o partido nazista brasileiro,  o facismo verde-amarelo, a nipofobia, como o cinema foi usado por Getúlio e Mussolini , anti-semitismo pelos dirigentes do Estado e espião brasileiro na guerra são tratados no dossiê. Todos os autores dos textos são doutores, doutorandos ou historiadores ligados à Universidades ou departamentos de pesquisa. As imagens que compõem os artigos são todas imagens históricas do tema abordado.&lt;br /&gt;Nesta pequena comparação pode-se concluir que o caráter das revistas analisadas difere-se bastante. A AH é voltado ao público em geral, sua linguagem é jornalística e os assuntos são tratados de forma mais genérica e factual. Na RHBN observa-se que seus textos refletem as pesquisas acadêmicas desenvolvidas no Brasil, escritas por profissionais da área.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  GLEZER, Raquel. A história em bancas de jornal. Publicação eventual do Departamento de História/FFLCH/USP, 2005.&lt;br /&gt; Aventuras da História. Vol. 67, Editora Abril, fevereiro de 2009.&lt;br /&gt;  Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 2, nº 20, Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional, maio de 2007.&lt;br /&gt;  A fotógrafa Genevive Naylor veio ao Brasil em 1940. Era funcionária do departamento do governo americano Office of the Coordinator of Inter-American Affairs, órgão criado para garantir a solidariedade latino-amaricana  para a causa liberal diante da expansão nazi-facista.&lt;br /&gt;  SZKLARZ, Eduardo. “Bendito ou maldito?”, Aventuras da História. Vol. 67, Editora Abril, fevereiro de 2009, pp. 30 – 37.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-7508265458452773832?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/7508265458452773832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=7508265458452773832&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7508265458452773832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7508265458452773832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2011/03/analise-de-revistas-de-historia-revista.html' title='Análise de Revistas de História - Revista de História da Biblioteca Nacional e Aventuras da História'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-464336628037858193</id><published>2010-10-18T22:29:00.002-02:00</published><updated>2010-10-18T22:31:40.998-02:00</updated><title type='text'>A Escola da Ponte e a Educação Brasileira</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Liege de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola da Ponte tornou-se referência mundial em educação. A ausência de salas de aula, o aglomeramento de alunos por interesses em comuns e o professor orientando os trabalhos desenvolvidos por períodos de quinze dias constituem-se grandes atrativos para a escola fundada pelo português José Pacheco.&lt;br /&gt;Intelectuais e profissionais da educação de todo o globo já visitaram a instituição. Seus emblemas libertários, revolucionários e solidários suscitam em pensadores o que a repetição desta experiência nos mais variados lugares poderia surtir muitos benefícios as populações.&lt;br /&gt;O Brasil possui uma tendência compulsiva por importar modelos educacionais. Este foi o caso da aprovação automática instituído em alguns estados brasileiros. As controvérsias sobre a eficácia de tais modelos têm dividido educadores e servido até como repertório de campanha eleitoral de políticos da oposição.&lt;br /&gt;O sucesso da Escola da Ponte não se encontra somente em suas inovações, mas no porquê inovou. Seu histórico informa que as reformas educacionais surgiram de necessidades e dificuldades constatadas no cotidiano escolar encontradas pelos professores e funcionários. Ao pensarem sobre a situação, foram propondo mudanças e instituíram o que hoje conhecemos por Escola da Ponte. E esta é a essência da lição da Escola da Ponte: pensar sobre a realidade, propor e realizar mudanças, não a metodologia adotada em si. Esta é só uma consequência.&lt;br /&gt;Construir uma escola de nosso tempo, ou, como alguns preferem, a frente do nosso tempo, é tarefa árdua. Precisamos capitalizar recursos, dar autonomia e valorizar os profissionais e ferramentas para que a mudança possa acontecer. &lt;br /&gt;O Brasil possui e já possuiu escolas que serviram eficazmente seu tempo. Um caso típico, foram as escolas que imigrantes alemães fundaram nos estados sulinos. Com as ferramentas e recursos que possuíam proveram as crianças o melhor que podiam em educação.&lt;br /&gt;Assim, seu exemplo nos convida a criar com base na realidade que possuímos e não, simplesmente, testarmos ideias estrangeiras como se elas personificassem o ideal educacional. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-464336628037858193?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/464336628037858193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=464336628037858193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/464336628037858193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/464336628037858193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2010/10/escola-da-ponte-e-educacao-brasileira.html' title='A Escola da Ponte e a Educação Brasileira'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-1713630317519467761</id><published>2010-06-06T14:51:00.002-03:00</published><updated>2010-06-06T14:55:08.199-03:00</updated><title type='text'>Corte de verbas para a Educação em 2010</title><content type='html'>Confira os comentários de economistas da UNB sobre o corte de 1,3 bilhões de reais em Educação no programa Espaço Aberto da Globo News.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1597597-17665-383,00.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-1713630317519467761?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/1713630317519467761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=1713630317519467761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1713630317519467761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1713630317519467761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2010/06/corte-de-verbas-para-educacao-em-2010.html' title='Corte de verbas para a Educação em 2010'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-2464186711756429983</id><published>2010-06-05T22:01:00.003-03:00</published><updated>2010-06-05T22:49:13.637-03:00</updated><title type='text'>Volta às Aulas - Stephen Kanitz</title><content type='html'>Por Liege de Oliveira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo “Volta às Aulas” Stephen Kanitz (clique no título para ler o artigo) aborda duas questões essenciais: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – A habilidade essencial ao homem moderno que é de aprender a pensar. Para garantir a sobrevivência no mundo, precisamos aprender a pensar para tomar decisões. Essa habilidade o ajudará a alcançar o sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – O apego do ensino brasileiro em estudar o que os grandes homens do passado escreveram, como se, seus livros, fossem a panacéia para todos os nossos problemas. O ensino deverá levar o estudante a pensar e observar a sua realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta reflexão de Stephen Kanitz nos faz levantar algumas questões do atual quandro escolar brasileiro. Me parece injusto afirmar que ainda ensinamos como na Idade Média. Temos muitos exemplos de professores que buscam construir sua práxis pedagógica dentro de uma esfera que promova uma educação para o pensar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a sala de aula também está subordinada a uma política educacional, e, tanto na rede pública como na privada, o professor é mais pedreiro que arquiteto de sua prática. Aí percebemos que nem sempre é possível fazer mais. Quando cito isso, muitos acham um absurdo, mas a rotina, a burocracia, o currículo, as exigências, o Saresp, a Provinha Brasil são consumidoras da energia do professor (pobre peão!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todas as artimanhas do “sistema” não podem nos emaranhar, porque, afinal, sabemos que cabe ao professor apoderar-se o máximo possível da realidade e, assim, burlar a burocracia e todas as exigência postas ao docente e promover uma educação pensante. Como ajuda nesta trajetória, a psicologia metacognitivista tem balizado muitos profissionais na busca da didática que promova tal ideal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor precisa estar ancorado em um referencial teórico para poder proceder adequadamente nesta empreitada. A psicologia metacognitivista, desenvolvida por John Flavell em meados dos anos 70 (vale lembrar que a teoria busca validação no campo científico), tem por pressuposto que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“[...] ao fazer uso da metacognição, o sujeito torna-se um espectador de seus próprios modos de pensar e das estratégias que emprega para resolver problemas, buscando identificar como aprimorá-los. Nesse sentido, e tal como postula Flavell (1976), metacognição envolve também monitoramento ativo dos processos de pensamento, regulando-os e orquestrando-os para alcançar um determinado objetivo. Esse autor aponta dois componentes centrais nesse conceito: os conhecimentos metacognitivos e as experiências metacognitivas.” (DAVIS, 2005)&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, a educação poderia obter muito mais de seus alunos, se estes, fossem gestores do próprio saber, trilhando o caminho da aprendizagem, possuindo consciência de como o conhecimento é produzido e processado organicamente. Davis (2005) diz ainda que &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Fica patente, então, que a metacognição é aspecto central na implementação de uma cultura do pensamento, uma vez que é por seu intermédio que se pode: construir conhecimentos e habilidades que tenham maior possibilidade de sucesso e de transferência; aprender estratégias de solução de problemas que sejam passíveis de serem auto-reguladas; adquirir autonomia na gestão das tarefas e nas aprendizagens, auto-regulando-se e se auto-ajudando; construir uma auto-imagem de aprendiz produtivo e, com isso, obter motivação para aprender.” &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo salientando que o professor precisa munir-se da compreensão do desenvolvimento humano para, assim, promover uma educação que estimule o pensamento e a autonomia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para ampliar o assunto, acesse: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro em português de John Flavell. http://www.tudomercado.com.br/tm/aviso/img_avisos/Submarino_21236.jpg &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo interessantíssimo sobre Metacognição e estratégias de aprendizagem ddo Grupo de Estudos de Aprendizagem e cognição. http://www.geac.ufrj.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=57&amp;Itemid=81 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DAVIS, Claudia. NUNES, Marina M. R. NUNES, Cesar A. A. M etacognição e sucesso escolar: articulando teoria e prática. Cadernos de Pesquisa, vol.35, no.125. São Paulo: maio-agosto, 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-2464186711756429983?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.kanitz.com/veja/harvard.asp' title='Volta às Aulas - Stephen Kanitz'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/2464186711756429983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=2464186711756429983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/2464186711756429983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/2464186711756429983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2010/06/volta-as-aulas-stephen-kanitz.html' title='Volta às Aulas - Stephen Kanitz'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-5897687093320659774</id><published>2010-06-05T21:25:00.007-03:00</published><updated>2010-06-05T21:40:36.549-03:00</updated><title type='text'>Por trás de tudo...</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Liege de Oliveira&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a infância ouvimos nos noticiários (ou, da boca de nossos próprios professores) que a greve viria. O magistério não é a única classe que se organiza para tal: bancários, motoristas, metalúrgicos, servidores públicos e outros mais tem encabeçado a fileira dos descontentados com o holerite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês de março, novamente foi a vez dos professores do Estado de São Paulo se unirem para contestarem algumas velhas práticas do governo e exigirem condições mais favoráveis de trabalhos e construção de um plano de carreira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A greve, porém, não é uma invenção da última metade do século XX, ela já nos acompanha desde o século XIX. No texto abaixo, Luciano Oliveira, professor da UFPE faz um rápido histórico de como os operários passaram a utilizar este recurso em suas lutas por melhores condições trabalhistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto I – Uma brevíssima história da Greve&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra greve tem também um percurso interessante. No início ela significava simplesmente um tipo de arbusto existente nas margens do rio Sena, em Paris. Em francês, grève. Num terreno contíguo a uma dessas margens, formou-se uma praça, que veio a ser designada como Place de Grève. A praça tornou-se um local onde se juntavam trabalhadores sem emprego em busca de alguma ocupação. Quando os parisienses precisavam de algum trabalhador, iam lá atrás dessa mão-de-obra. Daí surgiram expressões como "ir a greve" (aller en grève), "estar em greve" (être en grève) e outros correlatos, para designar o trabalhador que, sem trabalho, lá ficava de braços cruzados sem ter o que fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é muito antigo, remontando á época medieval, e a praça tem uma longa e até tenebrosa história. Basta dizer em que entre o século XV e finais do século XVIII serviu de palco para as execuções capitais, que na época eram públicas e, não raro, atrozes. Em 1806, mudou o nome para Place de l´Hôtel de Ville, porque ali se edificou o que ainda hoje é um dos mais belos prédios de Paris, a prefeitura da cidade. Mas a palavra grève não desapareceu, continuou sendo utilizada com um novo sentido, ainda que guardando algo do significado anterior: a atitude de estar de braços cruzados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era o século XIX e o movimento operário tinha surgido. Eram tempos duros, aqueles. Completamente desregulado, o capitalismo submetia os trabalhadores a uma exploração tão brutal que o revolucionário Engels, no livro A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, observou (bem antes de Gilberto Freyre, autor de idêntica observação...) que as condições de vida dos escravos nas Américas eram mais amenas do que aquelas dos assalariados europeus na época da revolução industrial. Nessas condições, vez por outra os trabalhadores cruzavam os braços e se recusavam a trabalhar, exigindo melhorias na sua condição. Recuperando o antigo termo, começou-se a dizer que eles estavam en grève... E foi assim que surgiu a greve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse tempo, cruzar os braços não era nenhum piquenique. A brutalidade dos patrões e da polícia não se fazia de rogada. Numa época em que o Estado não fazia nenhuma questão de desmentir a acusação marxista de ser o "comitê executivo da burguesia", a repressão se fazia de forma escancarada. Prisões, demissões, espancamentos, "listas negras", deportações - esse foi o lote de provações que o movimento operário nascente teve de enfrentar no duro trabalho de parto que foi o seu. Basta lembrar que só em 1884 uma lei francesa autorizou os trabalhadores a constituírem sindicatos. Antes disso, qualquer tentativa de organização da classe era considerada um atentado à "liberdade do trabalho", e, portanto duramente reprimida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.lainsignia.org/2008/marzo/soc_005.htm . Luciano Oliveira. Retirado do site no dia 28/03/2010 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, estas manifestações trabalhistas começaram a ocorrer no início do século XX. São Paulo, em 1917, estreou a primeira grande greve no país. Atente ao texto II: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto II – São Paulo, 1917: A Primeira grande greve brasileira &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeiro grande movimento grevista da história sindical no Brasil que paralisou a cidade de São Paulo em 1917, iniciou-se com greves localizadas em fábricas têxteis, ainda no mês de junho nos bairros da Moóca e do Ipiranga. Os líderes grevistas reivindicavam melhores salários e melhores condições de trabalho, além da exigência de supressão da contribuição "pró-pátria" (campanha de apoio financeiro à Itália, desenvolvida pela burguesia imigrante de São Paulo, chegando até a fazer descontos dos salários dos trabalhadores, como foi o caso do Cortonifício Crespi). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações de rua foram duramente reprimidas pela polícia, culminando com o assassinato do sapateiro anarquista Antonio Martínez. Durante um mês a cidade de São Paulo viveu a agitação dos comitês de greves, que apesar de mostrar uma considerável capacidade de mobilização do operariado, não serviram para sensibilizar o Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de toda República Velha (1889-1930) os governos oligárquicos tratavam a questão social como "caso de polícia", preferindo assim, adotar medidas arbitrárias, como espancamento e prisão das lideranças grevistas e expulsão dos estrangeiros do país.&lt;br /&gt;Apesar da forte repressão, o movimento grevista liderado pelo sindicalismo de inspiração anarquista e com a participação maciça de imigrantes italianos e espanhóis, estendeu-se praticamente até 1919 para várias regiões do território brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado as greves não alcançaram seus objetivos mais imediatos, certamente contribuíram para promover debates no meio operário sobre os rumos do movimento sindical.&lt;br /&gt;Colocando em crise a ideologia anarquista, as greves de 1917 foram decisivas para o crescente avanço dos ideais socialistas, e para formação do Centro Comunista do Rio de Janeiro em 1921, que antecedeu a fundação do Partido Comunista Brasileiro no ano seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cenário internacional, a transição do anarquismo para o socialismo é consolidada sobretudo, após a vitoriosa Revolução Bolchevista na Rússia, que inaugurou o primeiro Estado socialista da História sob o comando de Lênin. O líder revolucionário assumia o poder em novembro de 1917, após comandar, no exílio, a corrente bolchevista dos socialistas russos. É nesse contexto que cresce a influência da doutrina socialista no meio operário, contribuindo para uma ampla difusão do marxismo pelo mundo, até o final dos anos 80 que assinalam a crise do socialismo stalinista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=55 . Retirado do site no dia 28/03/2010 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funeral de Martínez. Fonte: Wikipédia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algumas considerações &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exploração da classe dominante sempre foi a mola propulsora das manifestações trabalhistas. Historicamente temos presenciado uma injusta distribuição de renda, fazendo de uns ricos às custas da miséria da maioria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta da classe explorada é justa. “O trabalhador é digno do seu salário” (Lucas 10:7), esta foi uma máxima de Jesus. Todos possuem o direito de trabalhar e receber um salário digno que lhes possibilite o sustento. Este quadro, contudo, é muito mais antigo que o surgimento do capitalismo e da industrialização. Nos tempos bíblicos, como, por exemplo, nos tempos de José, os judeus já sofriam com a dura exploração dos egípcios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que nem só de justas reivindicações constitui-se uma greve. Edward Carr já nos adverte em sua o obra, O que é História?, sobre a possibilidade de manipularmos fatos verdadeiros para embasarmos e defendermos a visão que pretendemos legitimar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notório que em anos de eleições a luta partidária instaura-se de forma mais agressiva entre a população, e, em greves como a da classe dos professores, categoria tão próxima do povo, percebe-se uma significativa sensibilização de todos em prol dos professores. Se há mocinhos, há vilões. E, na caça aos culpados, não considera-se que o indivíduo que está no governo não é totalmente culpado por anos de descaso na educação (o que, de forma alguma, o isenta de ter melhorado as condições nos quatro de exercício da gestão pública). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é facilmente demonstrado pelas acusações da Apeoesp ao Governo Serra no site institucional do sindicato, como mostrado na reprodução abaixo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/TArsfEw93FI/AAAAAAAAAGE/81r6UW3gkcs/s1600/apeoesp.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/TArsfEw93FI/AAAAAAAAAGE/81r6UW3gkcs/s320/apeoesp.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479451915248852050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Apeoesp é filiada à CUT e a CNTE, típicas entidades da esquerda brasileira. Não procuro isentar José Serra pelas condições precárias de trabalho e pisos salariais do magistério, mas, a clara intenção socialista se manifesta neste tipo de atitude. O próprio presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro de Castro, sem muitos apontamentos biográficos na rede, nos possibilita traçar seu perfil marxista. Em um site encontramos o seguinte artigo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Texto III - Cuba, os trabalhadores e o socialismo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Carlos Ramiro de Castro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ex-aluno da Escola Sindical Lázaro Peña, fui convidado para o encontro em homenagem ao combativo lutador em Havana, participando ao lado de dirigentes sindicais de 153 países das comemorações dos 70 anos da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), do ato de solidariedade à Ilha Caribenha e do gigantesco 1º de Maio na Praça da Revolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me impressionou foi ver em todos os locais por onde passei o contentamento do povo cubano, sua alegria com o desenvolvimento - econômico e social - que o país vem tendo no último período. A vibração contrasta com as imensas dificuldades enfrentadas durante o período especial nos anos 90, após o desaparecimento da União Soviética, que potencializou os problemas impostos pelo criminoso bloqueio norte-americano, que impede até mesmo a chegada de medicamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive na Ilha durante aquele período e, confesso, sai bastante temeroso sobre o seu futuro, diante do agravamento das condições de vida imposto pela falta generalizada de produtos, antes comercializados de forma mais equitativa com os países do bloco socialista via CAME (Conselho de Ajuda Mútua Econômica). Realmente, pelo tamanho dos problemas, acredito que outro povo não teria resistido a tamanha pressão e teria sucumbido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, aqueles dias são hoje uma página virada, um obstáculo ultrapassado. Tal superação fortaleceu ainda mais a firmeza do povo cubano, sua crença na afirmação dos princípios e valores da sua revolução, que segue adiante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando a crise internacional do capitalismo multiplica demissões e a deterioração das condições de vida e trabalho de centenas de milhões de pessoas pelo mundo todo, Cuba se mantém firme, consolidando o socialismo e os mais caros valores da Humanidade: a solidariedade, o desprendimento, a consciência, a crença na capacidade dos trabalhadores e construírem um mundo melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital, vi uma cidade em obras, com bairros residenciais sendo recuperados, com gente bonita e bem vestida, confiante, contrastando com a desesperança e a dura realidade vivida hoje no centro do capitalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidentemente, estava sendo realizada em Havana a Conferência dos Países Não-Alinhados, em que falou mais alto a unidade na diversidade contra a política neoliberal, com a afirmação da necessidade de uma Nova Ordem Internacional e de relações mais humanas de convivência. Particularmente entre os latino-americanos, ficou clara a identidade de propostas e linhas de ação dos distintos governos de esquerda, que têm se pautado por construir uma agenda alternativa de afirmação da soberania nacional, contra a herança dos seguidores do Consenso de Washington: privatista, de exclusão, arrocho e desemprego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista do movimento sindical, reforçamos nesses dias de intenso e caloroso convívio, o compromisso com a luta pela unidade dos movimentos sociais, partidos e governos de esquerda de afirmar saídas reais para a crise, condenando as novas roupagens com que o capitalismo usa para manter velhas práticas. Nossa ação contempla o fortalecimento e a democratização do Estado, o combate à exploração e às injustiças, o protagonismo da classe para a construção de um novo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que os dias de visita me renovaram, fortalecendo ainda mais minha convicção na necessidade de priorizarmos a formação política e ideológica dos nossos dirigentes e militantes, para que não só sepultemos o atual modelo de exploração, como construamos, com participação, garra e consciência, o caminho para o socialismo. Afinal, como dizem os cubanos, “uma vida humana vale mais do que todas as propriedades privadas do mundo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; http://www.agenciasindical.com.br/Boletim%20eletr%F4nico/BE%20110509.html . Retirado no dia 28/03/2010. Texto publicado no dia 11 de maio de 2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto, praticamente um ode de louvor ao regime cubano, transparece o desejo de implantação de um governo socialista no Brasil. E o caminho para tal é começar pelo desgaste da imagem dos políticos de direita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, não revogo minha crença que o trabalhador é digno de seu salário e que o salário também deve ser digno do trabalhador. O trabalhador deve impor-se de alguma forma para garantir seus direitos. Por outro lado, como servidora pública, não me engajo em lutas reforçadoras do marxismo, do socialismo. São roupagens de cordeiro, mas, que na prática, não asseguram a verdadeira liberdade humana. &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-5897687093320659774?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/5897687093320659774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=5897687093320659774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/5897687093320659774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/5897687093320659774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2010/06/por-tras-de-tudo.html' title='Por trás de tudo...'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/TArsfEw93FI/AAAAAAAAAGE/81r6UW3gkcs/s72-c/apeoesp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-3458103528229051357</id><published>2010-04-02T19:51:00.002-03:00</published><updated>2010-04-02T20:57:46.742-03:00</updated><title type='text'>Like a Samurai</title><content type='html'>Ontem , imensamente feliz pela chegada do feriado, aconcheguei-me no sofá para assistir ao talk show da Oprah. Lá a apresentadora que costuma entrevistar artistas, escritores, produtores cinematográficos, trazendo toda a sorte de novidades, desta vez entrevistava uma adolescente cuja vida não é nada fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina Veronica, que brilha na escola com boas notas e dedicação, em casa enfrenta a dura realidade de ver a mãe e o irmão viciados em medicamentos. Completamente alienados, longe da sociedade, soltaram o volante de suas vidas e de sua família. Sem qualquer acompanhamento ou orientação por parte da família, a escola tornou-se o oásis de Veronica. Apesar de muito jovem, assumiu as responsabilidades que seriam de seus pais. A maturidade e a força que a adolescente demonstrou durante toda a entrevista, levou um médico que participava do programa a dizer: “Veronica is like a samurai”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um samurai se fortalece com as batalhas, cresce aprende com cada uma delas e por este motivo a garota foi comparada com um guerreiro. A história de Veronica é extraordinária, tal como a minha e a sua. Se você enfrenta suas batalhas corajosamente, não se esconde atrás dos problemas, não usa as dificuldades sofridas na infância como escusas, você também é como um samurai. Alguém que entende que pode tirar o melhor de cada situação, que reconhece seu valor como ser humano independente de qualquer rejeição. Eu e você, também somos como um samurai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-3458103528229051357?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/3458103528229051357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=3458103528229051357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3458103528229051357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3458103528229051357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2010/04/like-samurai.html' title='Like a Samurai'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-6812853328281656612</id><published>2010-02-07T17:06:00.001-02:00</published><updated>2010-02-07T17:08:15.005-02:00</updated><title type='text'>Avalação Educacional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Tafnes do Canto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os métodos avaliativos tem sido alvo de debate da pedagogia ao longo dos últimos anos. Educadores e educadoras preocupam-se em relação a melhor forma de medir o desempenho dos estudantes. E é neste ponto que percebemos o equívoco que tem fomentado tais querelas. Os métodos avaliativos podem ser mais funcionais quando entendidos por uma perspectiva justamente oposta. A avaliação não é a hora do ajuste de contas ou de colocar os estudantes na berlinda como se vê em muitas salas de aula.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma visão adequada de avaliação leva os professores a fazerem uso dos instrumentos avaliativos para diagnosticar as dificuldades dos estudantes, bem como para perceber quais habilidades e competências foram desenvolvidas. Neste ponto de vista, a avaliação servirá para indicar a necessidade de uma mudança de rumo, nas práticas pedagógicas sempre que os objetivos não forem alcançados. Ainda poderá tranquilizar a todos quando a avaliação demonstrar que o estudante aprendeu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo com os muitos estudos realizados na área de pedagogia, a avaliação somativa, oriunda dos métodos tecnicistas, permanece sendo amplamente empregada nas instituições de ensino. Porém, no sentido de que a avaliação é um meio para o professor e não um fim em si para o estudante - como explicitamos anteriormente – a avaliação somativa deveria dar lugar a avaliação formativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta forma de avaliar – com critérios bem definidos e instrumentos coerentes com os objetivos - propõe-se a perceber e valorizar o crescimento do estudante ao longo do processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma boa sugestão de recurso para a realização de uma avaliação abrangente são os portfólios, nos quais os estudantes armazenam as atividades, relatórios de aula, reportagens, desenhos ou outras produções independentes relacionadas ao tema abordado. O portfólio passa a ser mais do que um simples porta-folha para representar o conhecimento construído ao longo do processo de ensino-aprendizagem que se pretende avaliar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-6812853328281656612?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/6812853328281656612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=6812853328281656612&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6812853328281656612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6812853328281656612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2010/02/avalacao-educacional.html' title='Avalação Educacional'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-1866508049092471683</id><published>2009-08-22T00:38:00.003-03:00</published><updated>2009-08-22T00:42:22.610-03:00</updated><title type='text'>Vida por Vidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/So9omNeXYUI/AAAAAAAAAE0/ASLtYl7Wmj4/s1600-h/Vida_por_vidas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372627886137631042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 203px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/So9omNeXYUI/AAAAAAAAAE0/ASLtYl7Wmj4/s320/Vida_por_vidas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando se trata de educação integral, sempre falamos do desenvolvimento pleno das faculdades físicas, mentais e espirituais do individuo. Este processo não começa e nem termina na escola. Inicia-se no dia que o ser humano nasce e se estende por toda a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma educação integral sempre prezará pela competência em relacionar-se com o próximo e atentar para as necessidades que temos como sociedade. É exatamente neste ponto que o Projeto Vida por Vidas, uma campanha, aqui no RS, promovida pela AGUA – Agremiação Gaúcha dos Universitários Adventistas – atua de maneira plena, desempenhando seu papel social.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No próximo dia 29 de agosto, será colocada a disposição de 2500 cidadãos a oportunidade de cadastrar-se no banco de doadores de medula óssea. O evento ocorrerá no Mc`Donalds em Novo Hamburgo – RS. Cadastrar-se como doador de medula óssea é um gesto simples que pode transformar uma vida. Pense nisto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-1866508049092471683?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/1866508049092471683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=1866508049092471683&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1866508049092471683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1866508049092471683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2009/08/vida-por-vidas.html' title='Vida por Vidas'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/So9omNeXYUI/AAAAAAAAAE0/ASLtYl7Wmj4/s72-c/Vida_por_vidas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-4298377882750751803</id><published>2009-08-21T11:33:00.002-03:00</published><updated>2009-08-21T11:37:16.726-03:00</updated><title type='text'>Educação à Distância</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/So6xC0-PQGI/AAAAAAAAAEs/74ucM44MI4c/s1600-h/A.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372426067637125218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 101px; CURSOR: hand; HEIGHT: 115px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/So6xC0-PQGI/AAAAAAAAAEs/74ucM44MI4c/s320/A.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A terminologia ensino à distância e educação à distância denota diferença de conceitos. O primeiro termo não abrange o aprender do estudante e do professor, apenas indica um ato unilateral da função docente: ensinar, transmitir conhecimento. Por outro lado, a nomenclatura educação à distância é mais abrangente, indicando a formação do individuo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A educação à distancia é aquela em que as aulas ocorrem de modo majoritariamente não-presencial, com algumas horas obrigatoriamente em sala de aula. Dentro deste módulo de ensino existem diferentes abordagens, há ensinos à distancia oferecidos por transmissões de satélites ou com plataformas virtuais, nas quais professores e estudantes interagem por meio de fóruns, pesquisas, blog, chat, entre outras ferramentas disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Belloni, professora na Universidade Federal de Santa Catarina, estudiosa dos processo de educação à distancia explica que esta pode ser entendida “como parte de um processo de inovação educacional mais amplo que é a integração das novas tecnologias de informação e comunicação nos processos educacionais” (2002, p.123) .&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Certamente muitas das ferramentas criadas para a educação à distancia poderiam otimizar até mesmo o ensino regular, aproximando pedagogia e tecnologia - a linguagem falada pelos estudantes da sociedade pós-moderna. É claro que em uma sociedade marcada pelas desigualdades como a nossa, esta não é uma condição homogênea e uniforme, mas, um ponto a ser considerado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A educação à distancia está em expansão por possibilitar a democratização do ensino, permitindo que um maior número de pessoas venha a cursar o ensino superior seja cursos de graduação ou tecnólogos – outra tendência da atualidade. Esta democratização do ensino atende a uma necessidade do mercado que precisa com urgência de pessoal qualificado para as mais diversas áreas de trabalho. O educação à distancia ainda apresenta a vantagem de ser menos onerosa em comparação com a regular.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este modo de fazer educação exige um perfil específico de aluno e de professor. O ideal é que o professor seja dinâmico, possua domínio de conteúdo, domínio da tecnologia, ou seja, das ferramentas da educação à distância, ser disponível, acessível no ambiente virtual, assumindo a condição de mediador. Do aluno de EaD espera-se que apresente autonomia, disciplina, que possua domínio das ferramentas que fará uso e que seja ativo no processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um projeto pedagógico de educação à distancia precisa priorizar leituras reflexivas, formas de discussão, integração e socialização dos conhecimentos, das ideias e dúvidas que surgiram a partir destas mesmas leituras. Fundamentalmente serão estas leituras e discussões que auxiliarão os estudantes a atingirem os objetivos traçados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, é importante contemplar a interdisciplinaridade e a formação integral do individuo. Metodologicamente é essencial que preveja o uso de instrumentos e atividades diversificadas dentro do ambiente virtual, por exemplo. A plataforma em uso precisa ser um grande fórum de debates, constantemente acessada por todos. É função dos professores manterem este ambiente com uma profusão de ideias, argumentos e debates a partir de questões e propostas que promovam a participação de todos os envolvidos no processo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro aspecto, tratando-se de cursos de graduação e pós-graduação seria a previsão da construção de um banco de monografias, dissertações e teses online para a armazenagem e consulta das monografias produzidas pelos estudantes do curso, já que a publicação de todas em forma de livro, por vezes, é inviável financeiramente. O projeto político pedagógico certamente precisa contemplar a socialização do conhecimento. Assim, reconhecimento como instituição de pesquisa e divulgação cientifica poderia vir a partir da proposta de construir uma revista registrada (ISSN) online.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, como os projetos políticos pedagógicos da educação regular precisam ser constantemente revisados para que possam atender as necessidades presentes e futuras, com os projetos pedagógicos da educação à distancia não é diferente. Há que se estar sempre pesquisando e encontrando melhores maneiras de formar o indivíduo dentro desta modalidade de ensino sem fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência Bibliográfica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELLONI, Maria Luiza. Ensaio sobre a educação à distância no Brasil. Educação &amp;amp; Sociedade, ano XXIII, no 78, Abril/2002, p. 117 – 142.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-4298377882750751803?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/4298377882750751803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=4298377882750751803&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4298377882750751803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4298377882750751803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2009/08/educacao-distancia.html' title='Educação à Distância'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/So6xC0-PQGI/AAAAAAAAAEs/74ucM44MI4c/s72-c/A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-4462514932853683614</id><published>2009-07-19T21:32:00.002-03:00</published><updated>2009-07-23T09:12:55.608-03:00</updated><title type='text'>O Cérebro em Transformação</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SmTJXhxUawI/AAAAAAAAADY/kmQOkc99NO4/s1600-h/10799305.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360630862517136130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SmTJXhxUawI/AAAAAAAAADY/kmQOkc99NO4/s320/10799305.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora a resenha abaixo esteja relacionada a biologia, o tema nos interesse por tratar-se de uma obra cujo propósito é entendermos melhor nossos adolescentes/educandos. Confira!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cérebro em Transformação&lt;br /&gt;Por Tafnes do Canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;As recentes pesquisas da neurociência têm apresentado resultados esclarecedores sobre o desenvolvimento e o comportamento do ser humano. Dentro destes importantes estudos está a obra de Suzana Herculano-Houzel, “O cérebro em transformação”, publicada em 2005 pela Editora Objetiva. Seu trabalho tem a intenção de informar leigos sobre as aplicações na neurociência à vida cotidiana, tarefa que cumpre com êxito, já que com linguagem simples trás respostas sérias as inquietantes dúvidas a respeito das transformações vividas pelo cérebro do adolescente, um cérebro em transformação – tornando crianças em adultos.&lt;br /&gt;O propósito da autora com a obra é apresentar as mudanças que ocorrem no cérebro na transição da infância para a maturidade e propor que as transformações vividas pelos adolescentes são muito mais da responsabilidade do cérebro do que dos hormônios.&lt;br /&gt;Popularmente, os hormônios são responsáveis por todas as alterações de humor e transformações corpóreas pelas quais os adolescentes passam, porém as pesquisas indicam que os hormônios apenas executam um programa de desenvolvimento que tem inicio pela ação do cérebro. A autora explica que “ainda que as mudanças mais óbvias sejam exibidas no corpo, quem dispara e coordena a adolescência é o cérebro” (HOUZEL, 2005, p. 15)&lt;br /&gt;Para começar, no principio da adolescência o cérebro cresce até atingir o tamanho adulto, na verdade, neste período algumas estruturas se ampliam, enquanto outras reduzem de tamanho, sofrendo reorganizações também de ordem química, o resultado é um amadurecimento funcional do sistema nervoso. As grandes alterações do cérebro, no cotidiano do adolescente, apresentam-se nas mudanças dos gostos, na vulnerabilidade para os vícios, nos transtornos de humor, na variação das vontades e dos desejos.&lt;br /&gt;O mecanismo utilizado pelo cérebro para saber a hora certa de iniciar a transformação é uma proteína chamada Leptina, que comunica ao sistema nervoso o aumento do nível de gordura no organismo - pois o corpo necessita de certo nível de gordura acumulada para dar inicio ao processo. No entanto, não é a Leptina que convence o cérebro, mais precisamente o hipotálamo, a iniciar a puberdade, o fator que promove, realmente, a adolescência ainda é desconhecido, mesmo para os cientistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hormônios não conduzem o processo de maturação do ser humano, porém desempenham papel especial na puberdade, promovendo a acentuação do dimorfismo sexual, ou seja, as diferenças entre os sexos que estão associadas, também, as diferenças comportamentais entre homens e mulheres.&lt;br /&gt;Somente quando “as regiões pré-frontais do cérebro, que permitem o raciocínio abstrato e o aprendizado social, finalmente amadurecem, e com isso nasce o jovem adulto responsável (...), empático, e bem inserido na sociedade” (HOUZEL, 2005, p. 14).&lt;br /&gt;Elucidando as transformações do cérebro adolescente, Suzana Herculano-Houzel fornece informações que podem ajudar os jovens a compreender o período que vivem, capacitando-os a entenderem-se e aceitarem-se efetivamente. Os pais também são beneficiados, pois com mais conhecimento dos processos neurológicos que seus filhos adolescentes estão sujeitos, são capazes de ajudá-los a viver esta fase, evitando os conflitos familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HERCULANO-HOUZEL, Suzana. O Cérebro em Transformação. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neurociência – Mestrado de Informática Aplicada a Educação. Acesso em 16.jun.2009. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.nce.ufrj.br/ginape/publicacoes/trabalhos/RenatoMaterial/neurociencia.htm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;http://www.nce.ufrj.br/ginape/publicacoes/trabalhos/RenatoMaterial/neurociencia.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Sociedade Brasileira de Neurociência. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sbneurociencia.com.br/draclaudia/artigo_claudia.htm"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;http://www.sbneurociencia.com.br/draclaudia/artigo_claudia.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;.&lt;br /&gt;Acesso em 16. Jun.2009.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-4462514932853683614?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/4462514932853683614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=4462514932853683614&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4462514932853683614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4462514932853683614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2009/07/o-cerebro-em-transformacao.html' title='O Cérebro em Transformação'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SmTJXhxUawI/AAAAAAAAADY/kmQOkc99NO4/s72-c/10799305.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-3282012910172247242</id><published>2009-06-28T00:12:00.007-03:00</published><updated>2009-06-28T20:04:30.651-03:00</updated><title type='text'>Patrimônio Histórico e Cultural: Isso aqui  é nosso!</title><content type='html'>Recentemente o conhecido apresentador e jornalista Zeca Camargo realizou uma segunda volta ao mundo, percorrendo desta vez os patrimônios históricos da humanidade. O quadro e o livro, resultados da viagem, foram nomeados de “Isso aqui é seu”, deixando clara a noção de pertence que o conceito de patrimônio carrega. Os bens móveis ou imóveis que possuem um significado na constituição de um povo, de uma comunidade são chamados de patrimônio histórico e cultural por pertencerem a todos e serem da responsabilidade da sociedade por inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intuito de levar nossos estudantes a enxergar sua própria história ser contada por locais que são verdadeiros guardiões da memória e com o propósito de que sintam-se como zeladores desse patrimônio é que desenvolvemos o projeto: “Patrimônio Histórico e Cultural: Isso aqui é nosso!”. No contexto deste projeto, alunos da 5ª. Série do Ensino Fundamental do Colégio Adventista de Novo Hamburgo visitaram a Fundação Ernesto Frederico Scheffel - patrimônio histórico e cultural tombado pelo Estado do Rio Grande do Sul – e agora divulgam sua experiência através desta exposição virtual. Prestigie!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PATRIMÔNIO HISTÓRICO-CULTURAL: ISSO AQUI É NOSSO!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbrEApjxiI/AAAAAAAAADQ/Xgc_ZAG212E/s1600-h/foto+041.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352223661302728226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbrEApjxiI/AAAAAAAAADQ/Xgc_ZAG212E/s320/foto+041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Piano que conta História&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbrEMwrePI/AAAAAAAAADI/ijPFoISwzFo/s1600-h/foto+024.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352223664553818354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbrEMwrePI/AAAAAAAAADI/ijPFoISwzFo/s320/foto+024.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A beleza da arte&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQlSqAwI/AAAAAAAAADA/TcV1L-cEXno/s1600-h/foto+023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352221678273954562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQlSqAwI/AAAAAAAAADA/TcV1L-cEXno/s320/foto+023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Aprendendo o valor da arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQs7ODUI/AAAAAAAAAC4/6Huf5ybzBkE/s1600-h/foto+022.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352221680323136834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQs7ODUI/AAAAAAAAAC4/6Huf5ybzBkE/s320/foto+022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Aprendendo o valor do patrimônio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQb7eUmI/AAAAAAAAACw/PkfmOwkJb_E/s1600-h/foto+019.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352221675760800354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQb7eUmI/AAAAAAAAACw/PkfmOwkJb_E/s320/foto+019.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Somos nossa História&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQEvgQLI/AAAAAAAAACo/QR_B-O9_CRI/s1600-h/foto+018.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352221669536579762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpQEvgQLI/AAAAAAAAACo/QR_B-O9_CRI/s320/foto+018.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Vista da estrura da casa construida em estilo neoclássico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpPxEjmRI/AAAAAAAAACg/shjbltMH81E/s1600-h/DSC00073.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352221664256170258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbpPxEjmRI/AAAAAAAAACg/shjbltMH81E/s320/DSC00073.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A alegria do saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmbuOGXyI/AAAAAAAAACY/AYBwnvGtZnI/s1600-h/DSC00070.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352218571114438434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmbuOGXyI/AAAAAAAAACY/AYBwnvGtZnI/s320/DSC00070.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Museu Família Scheffel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmbZxO7qI/AAAAAAAAACQ/eI5QKbkpoL8/s1600-h/DSC00069.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352218565624655522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmbZxO7qI/AAAAAAAAACQ/eI5QKbkpoL8/s320/DSC00069.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sala com móveis e objetos que pertenceram à família do artista Ernesto Frederico Scheffel, autor de todas as obras em exposição na casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmbN1uxjI/AAAAAAAAACI/omM0rKfjeVI/s1600-h/DSC00067.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352218562422294066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmbN1uxjI/AAAAAAAAACI/omM0rKfjeVI/s320/DSC00067.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Deslumbrados com arte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmandiE6I/AAAAAAAAACA/Vylgragske8/s1600-h/DSC00066.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352218552120251298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmandiE6I/AAAAAAAAACA/Vylgragske8/s320/DSC00066.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Conhecendo mais sobre as obras e a história do artista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmaHy9XjI/AAAAAAAAAB4/Vz8Zatlis6o/s1600-h/DSC00064.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352218543620185650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbmaHy9XjI/AAAAAAAAAB4/Vz8Zatlis6o/s320/DSC00064.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Belos exemplares de mobiliário antigo decoram o casarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbiiU1CCPI/AAAAAAAAABw/SIzyj53tt2g/s1600-h/DSC00057.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352214286510983410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 204px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbiiU1CCPI/AAAAAAAAABw/SIzyj53tt2g/s320/DSC00057.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Salão Adão Adolfo Schmmit na Fundação Ernesto Frederico Scheffel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbiiNINUJI/AAAAAAAAABo/Zjtz0PUe-Ho/s1600-h/DSC00055.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352214284443930770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbiiNINUJI/AAAAAAAAABo/Zjtz0PUe-Ho/s320/DSC00055.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Registrando a visita&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/Skbih8mhOvI/AAAAAAAAABg/5hzkAYthjkw/s1600-h/DSC00053.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352214280007662322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/Skbih8mhOvI/AAAAAAAAABg/5hzkAYthjkw/s320/DSC00053.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conhendo mais sobre a história do artista e da casa histórica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbihiygRII/AAAAAAAAABY/l1MrozZtV4c/s1600-h/DSC00052.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352214273078609026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbihiygRII/AAAAAAAAABY/l1MrozZtV4c/s320/DSC00052.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apreciando a arte de Scheffel, um artista que é daqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbihFBPGLI/AAAAAAAAABQ/NzgE99xO99Q/s1600-h/DSC00076.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352214265087334578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbihFBPGLI/AAAAAAAAABQ/NzgE99xO99Q/s320/DSC00076.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Felipe, Julia, Camila, Laura, Carol, Brochier e Kevin posam para a foto em frente a obra favorita da professora :D&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agradecemos sua visita!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-3282012910172247242?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/3282012910172247242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=3282012910172247242&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3282012910172247242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3282012910172247242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2009/06/patrimonio-historico-e-cultural-isso.html' title='Patrimônio Histórico e Cultural: Isso aqui  é nosso!'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SkbrEApjxiI/AAAAAAAAADQ/Xgc_ZAG212E/s72-c/foto+041.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-1060369256180669332</id><published>2008-11-18T16:23:00.003-02:00</published><updated>2008-11-18T16:39:45.800-02:00</updated><title type='text'>Enciclopédia da Memória Adventista no Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SSMKtPpuojI/AAAAAAAAABI/EogifUrYI1w/s1600-h/cnma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270067761365557810" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SSMKtPpuojI/AAAAAAAAABI/EogifUrYI1w/s320/cnma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Centro Nacional da Memória Adventista (CNMA) é um órgão criado pela Divisão Sul Americana dos Adventistas do Sétimo Dia para preservar a história da Igreja Adventista no Brasil. Eu (Liege), tenho tido o privilégio de trabalhar há 2 anos neste Centro e colobarado com pesquisas e resgate da história adventista. Desde 1987, o CNMA vinha trabalhando na elaboração de uma Enciclopédia que contivesse verbetes sobre pioneiros, instituições, igrejas, publicações, etc... Com os anos, a intenção de publicar a Enciclopédia foi substituída por veiculá-la em formato digital, e agora inclui fotos, e-books, vídeo, áudio, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Neste dia 15 de novembro a lançamos oficialmente. Ela está disponível no site &lt;a href="http://www.memoriaadventista.com.br/"&gt;http://www.memoriaadventista.com.br/&lt;/a&gt;. Espero que possam explorá-la e aproveitar!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-1060369256180669332?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/1060369256180669332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=1060369256180669332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1060369256180669332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1060369256180669332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/11/enciclopdia-da-memria-adventista-no.html' title='Enciclopédia da Memória Adventista no Brasil'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SSMKtPpuojI/AAAAAAAAABI/EogifUrYI1w/s72-c/cnma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-309663270202363502</id><published>2008-11-06T19:45:00.001-02:00</published><updated>2008-11-06T19:49:02.108-02:00</updated><title type='text'>O Sonho do Professor Sobre a Educação Libertadora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por Tafnes do Canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O título homônimo deste texto remete ao prefácio do livro-diálogo de Paulo Freire e Ira Shor, Medo e Ousadia: O Cotidiano do Professor. Embora a referida leitura sirva de inspiração, um sonho é algo muito pessoal. Então, o que apresento aqui não é o sonho do professor Paulo Freire e da professora Ira Shor sobre a educação libertadora. Mas, o meu próprio sonho de educação libertadora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A educação libertadora começa com a consciência da falta de liberdade. Ao admitir esta condição – e aqui vai o trecho que considerei mais inspirador -, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“podemos aprender a ser livres, estudando nossa falta de liberdade. Esta é a dialética da sala de aula libertadora. É um lugar em que pensamos criticamente sobre as forças que interferem em nosso pensamento crítico. Assim, as salas de aula libertadoras iluminam as condições em que nos encontramos para ajudar-nos a superar estas condições” &lt;a href="http://www.moodle.unisinos.br/mod/assignment/view.php?id=9365#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos livre-arbítrio, diariamente tomamos decisões. O que acontece é que esta aparente liberdade está condicionada, é influenciada por meios de comunicação, instituições, órgãos e líderes das mais variadas organizações que proclamam seu ponto de vista para serem absorvidos pelas massas (e este é apenas um modo pelo qual a liberdade pode ser condicionada). É por isso que pensar criticamente é tão importante para o sonho de uma educação libertadora tornar- se uma realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sala de aula libertadora promove o desenvolvimento do indivíduo de modo que ele possa pensar por si mesmo, olhar a informação e analisá-la sob diversos ângulos. Pense no que isso pode promover. Vejo um ser humano que é capaz de compreender o próximo por que desenvolveu algo pouco conhecido em nossos dias, a empatia. Vejo um cidadão que não se deixa enganar, pois não aceita tudo o que lhe dizem. Vejo uma população que não se conforma com a fome, com a guerra, com o desemprego. A mudança, no entanto, não vem de uma visão negativa. A mudança vem de uma ação positiva. A educação pode não ser libertadora agora, mas esta não precisa ser uma situação permanente. E penso ainda que em muitos lugares esta transformação já começou a acontecer, mesmo que seja nos pensamentos, nos desejos e certamente nas salas de aula de professores sonhadores, que não se incomodam em receber a alcunha de utópicos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É difícil para uma sociedade acostumada ao imediato, ao instantâneo compreender que a educação libertadora é um processo contínuo e progressivo que dura a vida toda – a escola não é a única e total responsável. Não se trata de acumular conhecimento por anos e anos, este não é o objetivo da educação libertadora. Seu intuito é preparar o individuo para a vida, para ser útil, para contribuir e ser agente de transformação em sua comunidade- falo da comunidade, porque seria um trabalho hercúleo para um individuo ser responsável pela mudança da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A educação libertadora precisa romper com a lei mercadológica, a escola não é um supermercado de informações, o currículo não é a lista de produtos. Não é suficiente formar indivíduos com capacidade intelectual e amplo conhecimento. Além do mais, o professor que sonha com uma educação libertadora entende que a aquisição desses conhecimentos não são uma finalidade, mas uma forma de servir melhor a sociedade. De outro modo, teremos indivíduos de grande capacidade visando apenas grandes lucros, não haverá consciência social, nem o entendimento do que cada ato inconseqüente pode provocar em outrem e ao meio ambiente. Professores que sonham com a educação libertadora entendem a importância de desenvolver o senso de responsabilidade social em seus alunos, pois a educação por si só não faz sentido sem utilizá-la em benefício dos semelhantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.moodle.unisinos.br/mod/assignment/view.php?id=9365#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; FREIRE, Paulo e SHOR, Ira. Medo e Ousadia: O Cotidiano do Professor. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986, p. 25.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-309663270202363502?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/309663270202363502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=309663270202363502&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/309663270202363502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/309663270202363502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/11/o-sonho-do-professor-sobre-educao.html' title='O Sonho do Professor Sobre a Educação Libertadora'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-2795121261917282629</id><published>2008-07-17T21:09:00.001-03:00</published><updated>2008-08-06T21:31:46.642-03:00</updated><title type='text'>Victor Hugo, as faces políticas do literato</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por Tafnes do Canto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ano de 1848 representou para a França uma ruptura com a monarquia, substituída pela República. É sobre essa mudança que Maurice Agulhon discorre em sua obra “1848 – O aprendizado da República” (1991), relatando o episódio sob o viés de uma França que está vivendo diferentes experiências políticas. Tentativa e erro fazem parte do processo de ensino-aprendizagem, por isso Agulhon divide sua obra em “por que a República?”, “tentativa e fracasso do socialismo”, “restabelecimento da ordem”, “ordem ou democracia racial”, “entre a ordem conservadora e a ordem bonapartista” e “do golpe de Estado ao Império”. São todos títulos que sugerem opções, tomadas de decisões feitas coletiva ou individualmente. Poderíamos assim, escolher para este ensaio dialogar sobre um grupo que viveu o ano de 1848 com todas as suas representações. Mas, nossa eleição para este ensaio é conhecer através da obra de Maurice de Agulhon a trajetória e opções políticas de um individuo muito conhecido da literatura, Victor Hugo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este que foi o maior poeta romântico de sua nação, também se envolveu na intrincada trama política do período que antecedeu e sucedeu o ano de 1848, passando de uma postura conservadora e monarquista para o liberalismo reformista e os ideais revolucionários. Não é difícil entender sua posição inicial de conservador-monarquista quando conhecemos sua ascendência: Victor Hugo, nascido em 26 de fevereiro de 1802, era filho de um general Napoleônico, chamado Joseph-Léopold-Sigisbert Hugo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A obra de Aguilhon faz sua primeira menção a Victor Hugo logo em seu capítulo inicial, explicando que o legado literário sobre os monarquistas são mais abundantes do que o dos republicanos. A dificuldade em ver os republicanos representados nas obras de Hugo e outros autores de sua época, pode ser explicada pela complexidade de seus personagens, carregados de simbolismo e retratados de maneira “grandiosamente deformadas, que se torna quase impossível vê-los como tipos sociais representativos” (AGUILHON, 1991, p.12). Mas, a Revolução de 1848 realmente deixou sua marca nos trabalhos de Hugo. Segundo Maurício Silva, em artigo intitulado “Paris, 1848: Literatura e Revolução, “num contexto tão carregado como esse, a literatura produzida em torno da Revolução de 1848 só poderia criar uma atmosfera apocalíptica, que marcaria – consoante a leitura que se fizesse do evento histórico – a morte ou o renascimento de Paris, um tópico literário trabalhado por autores como Victor Hugo” (p.96).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A influência do mentor do romantismo e o brilho de suas obras mantiveram-se intensas quer sustentasse uma postura moderada, calasse ou mudasse de idéia. Para Maurice de Aguilhon, o romantismo deixou sua contribuição no encaminhamento da República de 1848, ao impregnar os franceses de uma ideologia vagamente populista, despertando no “povo um reservatório de forças novas e sadias” (1991, p.19). Aqui, faz-se necessário pontuar que os literatos românticos muito provavelmente não possuíam uma clara percepção das implicações de seus escritos, nem eram estes os únicos responsáveis por uma disseminação de ideais que favoreceram a França ser conduzida à República.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Victor Hugo também deixou registros acerca de alguns dos principais protagonistas da Revolução. A primeira república francesa fora derrubada com o golpe de Estado de Napoleão Bonaparte, na continuidade desta monarquia estabelecida reinava Luis Filipe I. Em 1848, o operariado francês que exigia a instauração da República, contando com a simpatia da burguesia e a liderança socialista de Louis Blanc, destronou o rei Luis Felipe I. Agulhon explica que a influencia inicial de Blanc foi substituída pelo crescente prestígio de Auguste Blanqui, participante das reformas políticas do governo provisório. Hugo descreveu Blanqui como alguém “pálido, de estatura mediana e compleição doentia. Escarrava sangue. Aos 40 anos parecia um velho. Seus lábios eram lívidos, sua fronte enrugada, suas mãos trêmulas; mas percebia-se em seus olhos ferozes a juventude de uma idéia eterna...” (HUGO, 1952, p. 167-170). Neste momento de sua existência, Victor Hugo não era aquele que daria sua vida a um exílio de 22 anos por amor a República, mas um burguês bastante assustado com o poder da força popular, que derrubara a sua veneração inicial, a monarquia de Luis Felipe, o qual o havia nomeado par de França. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aos 12 dias do mês de novembro de 1848 foi promulgada a Constituição, estabelecendo a república presidencialista e o &lt;a title="Legislativo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Legislativo"&gt;Legislativo&lt;/a&gt; unicameral com base no sufrágio universal. As eleições ocorreram em dezembro e o candidato mais votado pelos ingênuos franceses foi Luis Napoleão Bonaparte - sobrinho do grande general e golpista de Estado. Lamartine e outros, prevendo a ambições monarquistas de alguém cuja família já reinara, tentaram anular a escolha presidencial, sem sucesso. Nestas mesmas eleições Victor Hugo fora escolhido deputado, mas, sua posição política ainda não encontrava-se bem definida, para Agulhon era “impossível saber como classificá-lo, se independente, bonapartista ou órleanista, sem dúvida porém era um ‘republicano do amanhã’” (1991, p. 71). Os relatos de Victor Hugo durante sua imersão política como deputado demostram sua aguda percepção dos acontecimentos, o intelectual não encontrava-se iludido, sabia ele que o juramento feito a Constituição por Luis Napoleão ia contra o que o sobrinho do imperador considerava como seu destino, o trono. Hugo presenciou, inclusive, os comensais do cidadão-presidente o chamarem de “Monseigneur” e “Vossa Alteza”, mostras claras de que os costumes que voltavam a dominar não estavam afinados com a República proclamada. Para Maurice de Aguilhon até fins de 1848 Victor Hugo preferiria um Bonaparte, a gota d’água que o levou a extrema-esquerda foi “o primeiro ato do novo presidente – o de ajudar o papa a derrotar os patriotas italianos” (1991, p.108), uma atitude absolutamente anti a República do qual era representante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Correndo o risco de ser tachado de oportunista político, Victor Hugo passa de monarquista à republicanista. Quando em 1951 o inevitável ocorreu e Luis Napoleão presidente transformou-se em Napoleão III, imperador, Hugo foi levado a exilar-se por mais de duas décadas. Críticos afirmam ser este seu período de maturação literária, é nele que escreve sua obra mais célebre, Os Miseráveis, narrativa de caráter social.&lt;br /&gt;Com o retorno da República francesa (1870), o outrora defensor do império, que durante o Revolução de 1848 mudou radicalmente seu posicionamento político, retorna do exílio como emblema da resistência republicana, sendo eleito para compor a Assembléia Nacional e senador. Victor Hugo falece em 1885 e são lhe prestadas homenagens em todo o país por sua contribuição política e gênio literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AGULHON, Maurice. 1848 – O aprendizado da República. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, Maurício. PARIS, 1848: LITERATURA E Revolução. Eccos Rev. Cient., UNINOVE, São Paulo: (v.2 n.1): 93-127&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HUGO, Victor. Souvenirs personnels (1848-1851). Gallimard, 1952. In: AGULHON, Maurice. 1848 – O aprendizado da República. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-2795121261917282629?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/2795121261917282629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=2795121261917282629&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/2795121261917282629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/2795121261917282629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/07/victor-hugo-as-faces-polticas-do.html' title='Victor Hugo, as faces políticas do literato'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-1504138939719218714</id><published>2008-07-07T14:29:00.004-03:00</published><updated>2008-12-09T17:28:34.824-02:00</updated><title type='text'>Um Problema de Todos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SHJVs-yLi4I/AAAAAAAAAA8/57IA-p9GZi0/s1600-h/an_inconvenient_truth_by_al_gore.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220329149331901314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SHJVs-yLi4I/AAAAAAAAAA8/57IA-p9GZi0/s400/an_inconvenient_truth_by_al_gore.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um assunto me preocupa. Mesmo não sendo ecologista, sou uma pedagoga preocupada com questões ambientais. Preocupo-me, porque creio que estes problemas não pertencem somente mais aos especialistas, eles são de domínio público. Repousa sobre cada habitante da terra uma parcela da solução deste problema gigante do século.&lt;br /&gt;Confesso que o Ocidente Cristão, por vezes, causa “nós” nos meus pensamentos. Gandhi já dizia que não era cristão por causa dos cristãos, e creio que infelizmente, exista muita lógica nisso. Eu falo porque o pego em contradição freqüentemente. Explico o motivo de agora: na narrativa da criação, Deus ao criar o homem lhe deu a incumbência para cultivar e guardar a Terra. O Houaiss traz a ação de guardar como preservar, zelar, continuar a ter, conservar num mesmo estado, vigiar para defender, e algumas outras definições do mesmo sentido. Não sei dizer &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SHJS-oB_3NI/AAAAAAAAAA0/54L1EP67n08/s1600-h/an_inconvenient_truth_by_al_gore.jpg"&gt;&lt;/a&gt;quanto ao texto original, mas no hebraico, a palavra deve carregar um significado mais contundente (palpite meu).&lt;br /&gt;O fato é que se no português o texto bíblico já atribui tanta responsabilidade ao ser humano, por que os Estados Unidos, tão professo cristão, é o país que mais polui o mundo? Eu possuo dificuldade em entender quem diz ter uma filosofia e segue outra bem diferente. Que se denominem outra coisa então, menos serem cristãos! Não é um “anti-semitismo americano” (mas bem que eles se acham o Israel moderno, o povo eleito), é um ponto de interrogação que coloco no discurso ocidental.&lt;br /&gt;No mês de janeiro, tive a oportunidade de ouvir a ex-ministra do meio ambiente Marina Silva, no Simpósio Criacionista patrocinado pelo Unasp em Engenheiro Coelho. Aliás, ela foi amplamente criticada por sua participação nele (e dizem que estamos em um país com respeito à liberdade de culto). Ela teve até a oportunidade de ouvir-me tocar flauta. Brincadeiras à parte, continuo meu pensamento.&lt;br /&gt;Ela fez algumas exposições que achei interessantes. O que vou fazer aqui não é uma campanha pedindo o retorno da ministra, nem avaliar seu governo. Simplesmente, vou sublinhar algumas de suas falas e espero não errar na hermenêutica.&lt;br /&gt;Cito algumas de suas ponderações ao relatar o que pretendia fazer ou estava fazendo para punir os criminosos do meio ambiente: “Quer ato mais amoroso que parar o erro?”. Achei a máxima uma bela síntese de um programa educativo para o meio ambiente. Frear o ritmo descabido de atrocidades cometidas contra o planeta é um ato de amor sem questionamentos. É preservar o lar daqueles que estão tentando destruí-lo e não se deram conta disso ainda e oportunizar a eles perceberem os atos grotescos que cometem. Ela arrematou dizendo que “é defender o direito daqueles que ainda nem nasceram”.&lt;br /&gt;Quanto à política de sua administração, afirmou que ela e sua equipe estavam trabalhando “em cima dos interesses do país, não aos do governo”. Bom, vindo de uma ministra, penso que ela puxou o tapete do presidente da república e de toda a sua campanha. Triste, mas ela falou a verdade: há uma dicotomia gritante entre o governo e os representantes do povo. E eu, enganava-me pensando que fossem sinônimos.&lt;br /&gt;Acrescentou ainda que o dever do governo fosse o de “traduzir os conhecimentos em política”. Aí senti que ela disse algo que realmente faz sentido, mas que pouco se pratica. Traduzir os conhecimentos em política. Sim, sabemos como diminuir as causas do efeito estufa, mas se não articularmos meios para pará-lo, de nada adianta o conhecimento. Iniciativas governamentais precisam ser tomadas.&lt;br /&gt;Mas para o governo fazer isso, ela colocou que a opinião publica exerce um papel vital. A sociedade, na visão dela, deve exigir políticas públicas de sustentabilidade. “Aqueles que estão preocupados com estas questões [ambientais], estão aptos a nos governar”, foi o que a ex-ministra Marina Silva comentou sobre a responsabilidade do voto. Democracia exige sabedoria de toda a população, não só dos dirigentes.&lt;br /&gt;Bem que Al Gore tentou ser esta opção na terra do Ronald MacDonald, mas o povo recusou-o por um, poderíamos dizer, mais bélico. O ex-futuro presidente dos Estados Unidos faz, como o apóstolo Paulo, uma viagem “missionária” pelo mundo, tornando-se o porta voz do aquecimento global e suas conseqüências catastróficas. No documentário “An Incovenient Truth”*, Al Gore mostra ao mundo os efeitos desastrosos que o oportunismo e a ambição humana têm presenteado ao planeta. Mas ali, ele também traz um raio de esperança de que a humanidade pode contornar o avanço do aquecimento global, assim como conseguiu diminuir o tamanho do buraco na camada de ozônio.&lt;br /&gt;Lula no discurso sobre a saída da ministra Marina Silva, falou evasivamente: “vamos continuar fazendo o que sempre fizemos”. Desculpe Sr. Presidente, mas não basta ao Brasil uma assinatura no tratado de Kyoto. Precisamos “traduzir os conhecimentos em política” o mais rápido possível. O tempo esgota-se. Continuar fazendo o que sempre fizemos não basta, é preciso muito mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Por Liege de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;* &lt;/strong&gt;Só para refletir: quantas verdades mais não são inconvenientes aos ouvidos humanos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-1504138939719218714?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/1504138939719218714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=1504138939719218714&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1504138939719218714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1504138939719218714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/07/um-problema-de-todos.html' title='Um Problema de Todos'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SHJVs-yLi4I/AAAAAAAAAA8/57IA-p9GZi0/s72-c/an_inconvenient_truth_by_al_gore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-4471236971398381064</id><published>2008-06-15T14:36:00.001-03:00</published><updated>2008-06-15T14:42:53.700-03:00</updated><title type='text'>Pensador Social Brasileiro: Darcy Ribeiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Darcy Ribeiro nasceu aos 26 dias de novembro de 1922 em Montes Claros, Minas Gerais. Graduou-se no curso de Ciências Sociais com especialização em Antropologia na Escola de Sociologia Política da USP. Sua intensa vida pública - segundo seu ponto de vista um importante instrumento para a educação -  poderia ser resumida pela fundação e reitoria da Universidade de Brasília durante o governo de Juscelino Kubitschek, ministério da educação e chefia da casa civil na administração de João Goulart, vice-governador de Leonel Brizola no Rio de Janeiro em 1982, ocasião que implantou os famosos CIEP’s – escolas de turno integral e em 1990 assume como senador da República.&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há várias facetas de um mesmo Darcy Ribeiro que transitou pela antropologia, história, filosofia e política, desenvolvendo cada uma dessas áreas do conhecimento tendo em vistas compreender o Brasil e os brasileiros. As idéias deste que foi um intelectual marxista pouco ortodoxo foram colocadas no papel sob a forma de publicações. Entre suas obras mais significativas para o campo da História (digo do campo da História porque Darcy Ribeiro também deixou contribuições escrevendo sobre educação e obras literárias, como a premiada Maira [1976]) estão: Processo Civilizatório, Os Índios e a Civilização e sua obra mestra O Povo Brasileiro, publicada pouco antes de seu falecimento.  &lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Processo Civilizatório em fins da década de 60 ocupa espaço significativo na academia brasileira, bem como no exterior.  Nesta obra, Darcy Ribeiro propôs-se a difícil tarefa de explicar a evolução das sociedades humanas partindo do macro para o micro, ou seja, desenvolve uma teoria geral da evolução das sociedades humanas, posteriormente aplica-a ao caso das Américas, da América Latina e do Brasil. Embora esteja superada, Processo Civilizatório possui valor inestimável. Com a idéia de revolução e reorganização sempre presente, Ribeiro realizou uma revisão crítica das teorias de evolução cultural e produziu uma nova. Ao chegar as especificações de sua teoria, em As Américas e a Civilização divide a sociedade pós conquista em três grupos: povos testemunhos (ameríndios), povos transplantados (europeus, africanos, entre outros imigrantes) e povos novos (resultado da hibridização).&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A obra mestra de Darcy Ribeiro, O Povo Brasileiro, procurava responder por que o Brasil ainda não deu certo. Assumindo que a diversidade não seria a resposta, mas sim o elemento que faria o Brasil obter êxito, desmembra a população de acordo com as etnias. A primeira parte da obra trabalha a gestação étnica pela matriz portuguesa, indígena e africana. Em uma segunda parte explica como estas matrizes interagiram entre si, acrescentando as demais etnias que migraram para os trópicos, dedicando parte da obra a elucidar como estas relações se deram em relativa paz. &lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Darcy Ribeiro, em O Povo Brasileiro, lembra-nos do mito “Brasil o país do futuro” ao dizer que somos o país do porvir, em processo de crescimento, eternamente encaminhando sua independência. De modo, que ambicionava soluções: o que estaria impedindo a autorealização desta nação? O epílogo da referida obra trás o que Ribeiro considerava uma resposta para seus porquês. Se é o Brasil um país rico. Se a diversidade soma. O Brasil ainda não deu certo pela injustiça social, certo, pela educação, sem dúvida, mas a raiz desses males para Darcy Ribeiro -  pouco ortodoxo, mas ainda assim marxista – é a ordenação da sociedade, cujo topo da oligarquia é a elite que ao longo dos anos mudou apenas de máscaras e de nome.  São os senhores, os capitalistas, os neoliberais dos nossos dias. Assim para Ribeiro, o Brasil não deu certo pela estrutura política fechada que protege e concede privilégios a uma minoria.&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este pensador social brasileiro, que sabia não existir na ciência isenção, pois todos trabalham por uma causa, pensou, escreveu e ingressou na política como instrumento para agir conforme seus ideais. Darcy Ribeiro ainda fala a nós e ele diz: “O mais importante é inventar o Brasil que nós queremos”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tafnes do Canto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-4471236971398381064?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/4471236971398381064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=4471236971398381064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4471236971398381064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4471236971398381064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/06/pensador-social-brasileiro-darcy.html' title='Pensador Social Brasileiro: Darcy Ribeiro'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-1729446138179790189</id><published>2008-06-15T14:28:00.002-03:00</published><updated>2008-06-15T14:31:34.254-03:00</updated><title type='text'>Populismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Tafnes do Canto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O populismo latino-americano foi um movimento político que contou com o apoio das massas populares urbanas e rurais, entre outros grupos sociais (camadas médias e setores da burguesia) que se apóiam em um ideário diferente do vigente na época em questão, motivados por uma grande insatisfação em relação ao papel que desenvolvem na sociedade. Ele expressava a “emergência das classes populares no cenário político” (PRADO, 1981, p.11), que se tornou possível dada a uma conjuntura internacional de crise, vivida com a queda da bolsa em 1929. A crise aguda no sistema liberal-oligárquico que se sucedeu oportunizou uma ruptura da supremacia política da oligárquia. Neste contexto, nenhuma parcela de classe possuía força suficiente para assumir o poder, de modo que surge uma abertura para a implantação de regimes populistas na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No México a crise de 1929 repercutiu de maneira contundente, reduzindo o preço da prata, ouro, cobre e zinco, provocando a bancarrota no setor mineiro, bem como do setor petrolífero, que já se encontrava em dificuldades. Não bastasse, a agricultura sofreu queda na produção e baixa de preços. A indústria foi levada ao “processo de substituição de importações”, no qual o incentivo as produção nacional foi vista pela burguesia como uma alternativa econômica em meio a grande crise, enquanto os operários e camponeses viam-se me meio ao desemprego e aos altos preços dos produtos de primeira necessidade.&lt;br /&gt;A Revolução, neste mesmo ano, procurava uma consolidação institucional, para tanto criou o Partido Nacional Revolucionário e, em 1933, lança a candidatura de Lázaro Carnénas, assumindo o governo no ano seguinte até 1940. Para Maria Lígia do Prado, autora de O Populismo na América Latina, Carnénas é “a expressão mais clara e límpida do populismo mexicano” (p.13). Sua proposta governamental estava fundamentada no cumprimento da lei, garantindo o respeito aos direitos da população previstos pela Constituição de 1917 e reforçados pela Lei Federal do Trabalho de 1931. O objetivo principal do governo de Lázaro Cárdenas era a superação da crise e o crescimento da economia, o qual também não cruzou os braços para a questão agrária tão latente no México, pois dinamizou o programa de reforma distribuindo aproximadamente, 18 milhões de hectares a 772 mil ejidatários, quantia muito superior a dotação que vinha sendo realizada até então, é neste aspecto que se delineia o perfil populista de seu governo, evocando as grandes aspirações da Revolução Mexicana. O governo populista executou um amplo programa de obras públicas e fomentou a criação de bancos e financiadoras que dinamizaram a economia e fortaleceu a burguesia, que não se encontrava satisfeita à vista das muitas medidas empreendidas em benefícios sociais à operários e camponeses.&lt;br /&gt;Prado resume as realizações do governo populista de Lázaro Cárdenas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(...)realizou uma política social favorável às aspirações camponesas e operárias, estimulou o crescimento capitalista, fortaleceu a estrutura do Estado e nacionalizou alguns setores da economia. Ao lado de uma retórica algumas vezes socializante – um artigo da Constituição, modificando no seu governo, propunha até mesmo uma educação de tipo socialista – deixou bastante evidentes os limites de seu projeto social, pois a estrutura econômico-social do México não foi basicamente alterada, permanecendo dentro dos parâmetros impostos pela acumulação e reprodução do capital. (1981, p.36).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim como no México, a crise de 1929 foi sentida na Argentina. Até então este país vinha experimentando um período de prosperidade econômica, porém os ventos da crise abalaram o que parecia eterno e tornou visível a subordinação da classe dominante a vontade inglesa. Porém e mesmo que indiretamente, a grande crise promoveu o crescimento da indústria nacional (não a de base) nas áreas de têxteis, alimentos e metalurgia, já que o comércio internacional encontrava-se em declínio, dificultando as importações e exportações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já vice-presidente da República e ministro da Guerra de um governo estabelecido por Golpe em 1943, caracteristicamente conservador, como o anterior, em 1930, Perón passou a acumular também, cargo na Secretaria de Trabajo y Prevision. Com as medidas que tomou como responsável por esta secretaria, Perón conquistou o apoio de trabalhadores - ao mesmo tempo em que desarticulou os sindicatos mais politizados e combativos ao governo -, fator que o colocava como candidato apropriado a presidência. Ele vence as eleições contra o candidato da União Democrática por uma pequena diferença de sufrágios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O governo populista argentino também ofereceu muitas benfeitorias aos trabalhadores, proporcionando aumento de salário, entre outros benefícios sociais, já que iniciava sua administração em um período no qual a Argentina encontrava-se extremamente favorecida economicamente. O governo de Perón pode ser caracterizado por um extraordinário crescimento da indústria leve e nacionalização das estradas de ferro – anteriormente inglesas -, entre outras empresas de transporte, elétricas e de serviços telefônicos. Já “do ponto de vista político, a centralização do poder e o crescente autoritarismo do Executivo podiam ser nitidamente detectados” (PRADO, 1981, p.51). As realizações promovidas em seu primeiro mandato não foram possíveis de se repetir em seu segundo. Um país com uma condição econômica forte não era a realidade que Perón encontrou em 1951, pelo contrário, as reservas monetárias estavam esgotadas, assim o governo não possuía meios para realizar investimentos produtivos na economia. Conflito com a Igreja e ausência de apoio das classes médias foram os frutos colhidos pelo autoritarismo político do governo populista, que agora estava destinado a cair. “(...) Perón morreu, mas o peronismo permaneceu e permanece como forte corrente político-ideológica até hoje” (PRADO, 1981, p.59), visto que seu carisma não estava atrelado a discursos, mas a uma prática efetiva em favor dos chamados “descamisados”, práticas estas que, quem sabe, não foram mais profusas por empreender uma administração sob os limites do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os governos populistas da Argentina e do México, no intuito de resistir simultaneamente aos sistemas capitalista e socialista, contribuíram para o aumento e fortalecimento da burguesia, bem como para desenvolver sindicatos e organizações político-partidárias das classes populares ao Estado burguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referênica bibliográfica&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PRADO, Maria Lígia. O Populismo na América Latina. São Paulo: Brasiliense, 1981.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-1729446138179790189?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/1729446138179790189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=1729446138179790189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1729446138179790189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1729446138179790189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/06/populismo.html' title='Populismo'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-6046499303395945250</id><published>2008-05-23T10:11:00.001-03:00</published><updated>2008-05-23T10:40:35.772-03:00</updated><title type='text'>Desqualificado. Desde quando?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualificado. É o adjetivo amplamente utilizado em classificados de empregos. Todo empregador procura qualidades, competências que satisfaçam determinados requisitos para a boa execução de um trabalho. Isso é ser qualificado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas, como adquirimos qualificação? A LDBEN prevê que as escolas, desde a educação básica, preparem os estudantes para o trabalho. Uma proposta, a meu ver, coerente, pois o trabalho constitui uma esfera primordial na vida do ser humano. É dele que tiramos nosso sustento, nos dignifica e edifica. No entanto, pergunto: basta-nos um diploma para exercermos qualificadamente uma atividade profissional?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fui motivada a tecer estas palavras devido a um comentário (um tanto infeliz) de uma professora universitária ao definir o trabalho de um pedreiro como desqualificado (imagine se não existissem bons pedreiros, faríamos todos parte do movimento sem teto).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Façamos a imagem mental do trabalho de um pedreiro. Imaginemos suas múltiplas atividades diárias: interpretar e compreender a planta da obra, calcular a área, medir os materiais a serem utilizados, deixar as paredes no prumo, misturar os ingredientes para obter a substância desejada, planejar a simetria e geometria dos acabamentos, etc. Um retrato um tanto pálido de seu trabalho, mas ainda assim, do ponto de vista pedagógico, estas são habilidades que dificilmente um aluno que completou o Ensino Fundamental poderá exercer, aliás, não acredito que um formando do Ensino Médio seja capaz de executá-los com precisão. E a escola da vida, o “autodidatismo” e a experiência que o capacitam para tal. Infelizmente, não recebem nenhum diploma por isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nossa arrogância acadêmica nos faz julgar desqualificadas profissões que aparentemente usam somente da atividade braçal. Isso só nos prova a nossa própria ignorância.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diploma não é um atestado de qualificação (até deveria ser, mas encontra-se longe de ser). Ser qualificado é exercer devidamente nossas funções, fazê-las com eficácia e funcionalidade. Desqualificado é o indivíduo que tem o título de Mestre e ainda assim não aprendeu a dar boas aulas (será que só o doutorado o fará capaz?). Desqualificado é o indivíduo que mesmo fazendo vários créditos de ética na faculdade continua a ser desonesto em suas atividades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Classificar os seres humanos em “castas profissionais” é negar a beleza da diversidade. É ter uma visão limitada de inteligência, é retrocesso, orgulho, um alto grau de miopia. Pária profissional é quem pensa ser grande coisa, mas não o é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Liege de Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-6046499303395945250?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/6046499303395945250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=6046499303395945250&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6046499303395945250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6046499303395945250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/05/desqualificado-desde-quando.html' title='Desqualificado. Desde quando?'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-6529697629844008475</id><published>2008-04-09T11:28:00.001-03:00</published><updated>2008-04-09T11:39:37.535-03:00</updated><title type='text'>Historiografia Brasileira – Estudo das Populações Indígenas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há dois binômios que nos ajudam a compreender a historiografia das sociedades indígenas, são eles aculturação e resistência, ponto de partida dos historiadores que colocaram os povos indígenas na pauta da História, também o binômio tradição e mudança que se constitui na pedra angular sob a qual se constrói a nova historiografia brasileira referente a população nativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Profª. Drª. Maria Cristina Bohn Martins explica que durante a década de 80 ocorreu uma mudança de foco na produção historiográfica, passou-se a pesquisar a História do ponto de vista dos vencidos. Essa mudança foi bastante positiva, porém ela vitimizou os índios, como se não desempenhassem qualquer protagonismo, não se encontravam na posição de agentes de sua própria História. Martins identifica duas obras importantes na historiografia das populações indígenas por romperem com esta tradição e promoverem mais uma vez uma mudança, prova da dinâmica existente na construção do conhecimento histórico. A primeira obra trata-se de Metamorfoses Indígenas, tese de doutorado de Maria Regina C. de Almeida, e a segunda Religião como Tradução: Tupi e Tapuia no Brasil Colonial de Cristina Pomba. Ambas foram orientadas por John Manuel Monteiro, autor de Negros da Terra e pioneiro ao avançar no século XVII e mostrar que o papel dos indígenas não se interrompe na exploração do pau-brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maria Regina C. de Almeida pesquisou a identidade e a cultura nas aldeias do Rio de Janeiro colonial. Durante o período pombalino transformavam-se e misturavam-se aldeias para formação de vilas, com o intuito, entre outros, de promover casamentos mistos. Em Metamorfoses Indígenas, Almeida estudou a etnogênese desses índios aldeados, que deixaram de ser identificados pelo nome de sua tribo, mas não deixaram de ser índios, e a gênese de uma nova etnia pelas misturas tribais. A dianteira das pesquisas em etnogênese está o estudioso Guillaume Boccara que auxiliou os profissionais da história ao mostrar que essas mudanças vividas pelos indígenas não são, necessariamente, negativas, pois, fazem parte do processo histórico, recurso que encontraram para fazer frente a colonização. A autora comprova que a cultura não é um sistema estável, mas algo dinâmico, em constante movimento. Para ela essas aldeias, desde o século XVI até Pombal, são um ambiente de interação de grupos sociais diversos, onde novas práticas eram aprendidas e transformadas para seu uso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A segunda obra parte de um tema tradicional, Religião, para novas questões, novas respostas, novos ângulos, novas traduções como propõe o título de Cristina Pompa. A tradição diz que os índios transformaram-se pela catequese, sim. Pompa explica que se isso ocorreu também o jesuíta precisou modificar a si e aos seus métodos para catequizá-los. Os membros mais conservadores de Roma os criticam e escandalizavam-se por estas adaptações, porém introduzir signos da cultura indígena para ensinar era fundamental, é hoje principio básico na educação, muito conhecido entre nossos professores como “partir da realidade”. As adaptações não se resumiram ao idioma, adequando sua pregação, mas também a mediação dos mundos simbólicos que o que Cristina Pompa procura descobrir em Religião como Tradução: Tupi e Tapuia no Brasil Colonial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para as autoras as respostas indígenas as ações coloniais não foram apenas de negação a ela, mas respostas ativas, de modo a tomar parte da história que se construía. Ações que firmavam e afirmavam sua identidade índia na História. Tanto Cristina Pompa, quanto Maria Regina C. de Almeida abandonam a idéia de sociedades indígenas frias e ahistóricas, expondo o processo de hibridação que se coloca com a colonização. Trata-se de obras e autoras inseridas em um entendimento recente da historiografia, pois não seguem a tradição do desaparecimento indígena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como se chegou a essa nova historiografia? Maria Cristina Bohn Martins explica que até o século XX o indígena era um tema ausente na pauta dos historiadores, o triunfo das idéias evolucionistas e por sua vez do conceito de sociedades primitivas, levou muitos pesquisadores a ver os indígenas como em uma “eterna infância”. O primeiro manual de historiografia brasileira, de autoria de von Martius, não dedicou espaço a história indígena, enquanto que para o importante historiador Capistrano de Abreu os índios não teriam história, somente etnografia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os conhecimentos, fracionados em ciências incomunicáveis entre si, Arqueologia, História, Etnologia, nenhuma falava dos índios pós-conquista. O processo de mudança começa por volta da década de 40, quando por ocasião do impedimento de consultas na Torre do Tombo, a busca de fontes passa a ser realizada em arquivos americanos, o que promoveu estudos com uma ótica regional. Já na década de 80 a História recebe influências da Arqueologia e da história social, cujo enfoque encontrava-se no estudo dos grupos subalternos, um estímulo para pesquisar a marginalização, as mulheres, os negros e por extensão os indígenas.&lt;br /&gt;Esse movimento de mudança na historiografia brasileira é bastante recente e muitos historiadores acreditam não existirem fontes para a construção da história das populações indígenas, porém John Manuel Monteiro, Maria Regina C. Almeida e Cristina Pompa provam que mesmo nas fontes oficiais, com as perguntas certas poderemos ouvir as vozes indígenas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tafnes do Canto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sugestão de leitura:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cunha, Manuela Carneiro da. Introdução a uma história indígena. Disponível em: Disponível em http://hemi.nyu.edu/course-rio/perfconq04/materials/text/intro_hist_indig.htm&lt;br /&gt;Acessado em 16/03/2007&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-6529697629844008475?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/6529697629844008475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=6529697629844008475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6529697629844008475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6529697629844008475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/04/historiografia-brasileira-estudo-das.html' title='Historiografia Brasileira – Estudo das Populações Indígenas'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-6410124491264773249</id><published>2008-04-01T09:30:00.000-03:00</published><updated>2008-04-01T09:32:37.406-03:00</updated><title type='text'>Historiografia Brasileira: Tendências e temáticas atuais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tafnes do Canto&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=38660721#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: Realizar uma sondagem das principais tendências e temas abordados pela historiografia atual é trabalho frutífero para abrir novos campos de estudo, pesquisa e possíveis revisionismos. Em um tempo que os paradigmas são elásticos, pois, deixou-se o apego a teorias como se fossem hegemônicas e detentoras da verdade histórica, entendemos que a historiografia pode contribuir em nossa atuação como historiadores do presente, mesmo que voltada para pontos do  passado. Sendo múltiplos os assuntos explorados pela historiografia recente, neste artigo pretendemos focar-nos em suas temáticas e seus principais autores. Entre essas temáticas, abordaremos a questão indígena, a escravidão africana e sua relação com o Antigo Regime na América portuguesa, a história das elites sob um novo olhar conceitual, a história sócio-cultural no período colonial e seus vieses, o cotidiano na América portuguesa, bem como os temas favoritos dos brasilianistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            É uma grande surpresa que o primeiro tema de nossa lista, a questão indígena, seja tão recente a ponto de o incluirmos nas tendências deste início do século XXI. Recente para os historiadores, pois já há muitos anos estava sob a tutela dos antropólogos. Ronaldo Vainfas em entrevista publicada pela Revista História em Reflexão aponta os principais trabalhos desenvolvidos nesta área:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na história propriamente dita, o grande “mentor” foi John Monteiro, da UNICAMP, que dirigiu teses magníficas e premiadas como da Maria Leônia sobre os índios de Minas; a da Regina Celestino sobre os aldeamentos do Rio de Janeiro; a da Cristina Pompa sobre os tapuias; a do Almir Diniz sobre os “índios cristãos” da Amazônia. Vale citar também os trabalhos do Pedro Puntoni, da USP, e da Maria Idalina Cruz, da Universidade Federal de Pernambuco, sobre os “tapuias” e a chamada Guerra dos Bárbaros. Os dois excelentes. O do Marcos Galindo, de Pernambuco, é magnífico. Eu mesmo publiquei o Heresia dos índios, em 1995, que é um livro sobre a Santidade de Jaguaripe, na Bahia quinhentista, que tem lá o seu valor como pesquisa original (VAINFAS, 2007, p.8).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Modéstia do autor á parte, trabalhos como a Heresia dos Índios, de Vainfas, e os demais citados, são exemplos de que a historiografia atual tem um interesse crescente pela forma como se constroem as identidades de determinado grupo ou nação e dos conflitos que surgem a partir dessas identidades. Mas, para Silvia Hunold Lara (2005) estas pesquisas são esparsas, a historiografia recente ainda estaria muito preocupada com os estudos da camada dominante, ao passo que carece de pesquisas no campo da história social, para haver uma melhor compreensão das revoltas populares, dos quilombos e movimentos indígenas, isso no que tange ao período colonial.&lt;br /&gt;            A mesma autora explica que apesar de termos muitas análises recentes sobre o Antigo Regime português, elas excluem o tema da escravidão, sem levar em conta sua importância na dinâmica das relações entre Brasil e Portugal. A sobreposição destas questões, a escravidão e o Antigo Regime português, podem gerar novas perguntas a serem respondidas pela pesquisa histórica: “Como relacionar as disputas entre as elites locais, coloniais e metropolitanas com relação ao controle dos escravos” e “Como eram aprendidos os significados da presença dos negros, das culturas africanas num mundo em que o racismo ainda não havia deitado raízes?”, são apenas algumas delas. Mas, Silvia Lara alerta: este exercício é &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais do que juntar as metades de uma laranja, trata-se de estabelecer conexões que permitam pensar relações históricas cada vez mais complexas (...) é um caminho que só pode ser trilhado conectando historiografias, indagando sobre o modo como a escravidão e o Antigo Regime estiveram intrinsecamente ligados e conviveram na América portuguesa (LARA, 2005).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o indigenismo “pertencia” aos antropólogos, por muito tempo a história das elites esteve no âmbito do direito. A sua aproximação com a história, especialmente a nova história social, delineou um “rosto” para a elite, que até então usava máscaras. No início era qualquer traço mais pessoal como a profissão ou a parentela, atualmente a historiografia tem desenhado rostos cada vez mais nítidos desta elite, identificando “‘indivíduos’ antes de lugares institucionais ou antes de posição de classe” (HESPANHA, 2005, p. 40). Antônio Manuel Hespanha, cumpre o que propõe logo no título de seu capítulo Governo, elites e competência social: sugestões para um entendimento renovado da história das elites, para a obra Modos de governar, de Bicalho, ao mostrar como as diferentes perspectivas do conceito de elite podem abrir novas possibilidades para a historiografia. Pensando elite como um poder social, podemos classificar grupos ou indivíduos antes considerados subalternos como elite, por exemplo: no mundo doméstico, na medicina popular e na religiosidade marginal as mulheres são encontradas “em todo o esplendor das suas qualidades femininas, a concitar prestígio, a capitalizar poder e a suscitar obediências e fidelidades” (HESPANHA, 2005, p. 42). Assim, a elite política é apenas um viés do poder social a ser historicizado, pois ainda podemos vê-la sob a ótica da cultura, da economia, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Temos tratado, até aqui, de grandes temáticas da historiografia brasileira atual que se subdividem abrindo um leque de opções para os historiadores de então. Com a história sócio-cultural do período colonial não é diferente, a partir dela a produção histórica encontra muitos caminhos a seguir e todos levam a um aspecto do passado por revelar. Como a vida religiosa feminina, a exemplo dos historiadores portugueses que tem transcrito e analisado auto-biografias e biografias de religiosas da Idade Moderna, que podem ser comparados com a América portuguesa na medida que existam  aqui documentos similares. Ou a censura de livros e leitores, pesquisas estimuladas pelas idéias de Roger Chartier e Robert Darnton se encontram em pleno desenvolvimento na historiografia luso-brasileira. A história sócio-cultural também nos leva a história da alimentação abordada, mesmo que de forma breve, na História Privada do Brasil e no ensaio de Ulpiano Bezerra de Meneses e Henrique Carneiro A história da alimentação: balizas historiográficas. Para Leila Mezan Algrandi (2001) a devoção popular, a história da leitura, a religiosidade feminina e as relações de gênero e a cultura afro-luso brasileira merecem prioridade na agenda do milênio para as pesquisas sócio-culturais de Brasil-Portugal. Vainfas (2001) concorda com Algrandi ao afirmar que o campo da religiosidade colonial seria um dos mais carentes, acrescentando que o olhar dos historiadores de hoje precisaria estar mais preocupado em enxergar os aspectos institucionais que influenciavam a religiosidade, do que produzir densas descrições de ritos já desenvolvidos por antropólogos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A História da Vida Privada no Brasil, já mencionada neste trabalho, é fruto do despertar do interesse dos historiadores brasileiros pelo cotidiano e a vida privada, especialmente após o sucesso de obra semelhante editada na França por Phillippe Áries e George Duby.  A obra coordenada por Fernando Novaes é uma das constantes produções sobre o tema, dentro dela a autora Laura de Mello e Souza escreve Formas Provisórias de Existência: A vida cotidiana nos caminhos, nas fronteiras, nas fortificações, alicerçada em Capistrano de Abreu e seu mestre Sérgio Buarque de Holanda, na qual “afasta a história da vida privada de imediatismos, que descartam – ou não valorizam adequadamente – tradições clássicas, salientando uma relação crítica, via escolhas e recortes, com o passado e o presente do conhecimento histórico” (SILVA, 2006, p.66). Outros textos sobre cotidiano e vida privada são Família e Vida Doméstica, de Leila Mezan Algrandi; Cotidiano e vivência religiosa: entre a capela e o calundu, de Luiz Mott; Ritos da Vida Privada, de Mary del Priore; O que se fala, o que se lê: Língua, instrução e leitura, de Luiz Villalta e A sedução da liberdade, de István Jancsó, no qual trata das diferenças de idade, classe social, hábitos e até mesmo, esperanças de sediciosos envolvidos, por exemplo, na inconfidência mineira e na conjura baiana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por último, nos resta discorrer sobre os temas da história do Brasil na historiografia norte-americana recente. Os brasilianistas, como são conhecidos os historiadores estrangeiros que se dedicam a estudar nossa história tem beneficiado a historiografia brasileira “seja pela abertura de novas frentes de pesquisa, seja pelo acesso a documentos mantidos em arquivos estrangeiros” (DENIPOTI). Ao observar as obras produzidas pelos mesmos na atualidade, percebemos que tem se preocupado com a questão ecológica relacionado com a ocupação das terras, como as obras de Browder e Godfrey que trataram sobre a urbanização da Amazônia. Também as questões de gênero e cultura popular, procurando definir identidades e detalhar a diversidade cultural do Brasil. Exemplos de trabalhos neste sentido são Negotiating National Identity de Jeffrey Lesser, no qual trabalha até que ponto por sermos multiculturais desenvolvemos uma sociedade livre de preconceitos. Para os autores do artigo Novos brasilianistas, Cláudio DeNipoti e André Luiz Joanilho, é possível perceber na referida obra que “o olhar do pesquisador sobre nossa realidade social, a sua explicação é a tentativa de responder aos anseios e temores que a sua própria sociedade vive”. Já o livro Intimate Ironies de Brian Owensby apresenta uma nova visão sobre a Revolução de 30 ocupando uma lacuna na historiografia brasileira. Enquanto Afro-Brazilian culture and politics, organizado por Hendrick Kraay, para uma coleção que tem como objetivo revelar uma história para além do padrão, divulga aspectos distintos da cultura popular na Bahia, abrangendo um período de duzentos anos. Todas estas questões da historiografia norte-americana recente sobre o Brasil não encontram filiação com as questões propostas por nossos profissionais da história, o que promove um saudável debate entre estes dos grupos.&lt;br /&gt;Como a ciência histórica é filha de seu tempo, as principais questões da historiografia brasileira recente refletem as preocupações da atualidade, de modo que assim pode a história cumprir sua função social: iluminar o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VAINFAS, Ronaldo. Entrevista com Ronaldo Vainfas: História, Historiografia e Pós-graduação brasileiras. Revista História em Reflexão: Vol1 n.1 – UFGD – Dourados Jan./Jun. 2007. Entrevista concedida a Eudes Fernando Leite, Leandro Baller e Thiago Leandro Vieira Cavalcante. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.historiaemreflexao.ufgd.edu.br/volume1/entrevista.pdf"&gt;http://www.historiaemreflexao.ufgd.edu.br/volume1/entrevista.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Acesso em 16.mar.2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LARA, Silvia Hunold. Conectando historiografias: a escravidão africana e o Antigo Regime na América portuguesa. In: BICALHO, Maria Fernanda; FERLINE, Vera Lúcia Amaral (org.) Modos de Governar: idéias e práticas no império português Séculos XVI-XIX. São Paulo: Alameda, 2005. Texto adaptado para uso exclusivo em sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BICALHO, Maria Fernanda; FERLINE, Vera Lúcia Amaral (org.) Modos de Governar: idéias e práticas no império português Séculos XVI-XIX. São Paulo: Alameda, 2005, págs. 13 – 17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HESPANHA, Antônio Manuel. Governo, Elites e competência social: sugestões para um entendimento renovado da história das elites. In: BICALHO, Maria Fernanda; FERLINE, Vera Lúcia Amaral (org.) Modos de Governar: idéias e práticas no império português Séculos XVI-XIX. São Paulo: Alameda, 2005, págs. 39 – 44.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Excertos selecionados de ARRUDA, José Jobson e FONSECA, Luis Adão (orgs.). Brasil-Portugal: agenda para o milênio. Bauru/SP: EDUSC, 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, Marcos. Notas sobre cotidiano e vida privada na América portuguesa. In: História e Sensibilidade. Brasília: Paralelo 15, 2006, págs. 57 – 93.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novos brasilianistas: temas de História do Brasil na Historiografia norte-americana recente, de Cláudio DeNipoti e André Luiz Joanilho.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=38660721#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Acadêmica do curso de Licenciatura Plena em História da Unisinos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-6410124491264773249?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/6410124491264773249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=6410124491264773249&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6410124491264773249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6410124491264773249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/04/historiografia-brasileira-tendncias-e.html' title='Historiografia Brasileira: Tendências e temáticas atuais'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-1077094877412571918</id><published>2008-03-11T23:24:00.001-03:00</published><updated>2008-03-11T23:28:38.699-03:00</updated><title type='text'>“Por uma escola do nosso tempo”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vital Didonet, 1998.&lt;br /&gt;                                                                                                                                    por Tafnes do Canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                        No seu artigo “Por uma escola do nosso tempo”, Vital Didonet discorre sobre a escola e seus desafios para o século XXI. A partir dos princípios apontados pela Unesco para a educação, o autor identifica oito pontos que urgem por renovação nas instituições de ensino-aprendizagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;                         Em uma sociedade globalizada, vivendo a era da tecnologia e da informação - se bem que, muitos países estejam aquém dessa realidade, mas isso é assunto para outro momento -, as escolas precisam acompanhar este ritmo desenfreado para tornarem-se realmente filhas de seu tempo.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                          Na busca de alcançar este objetivo a Comissão Internacional sobre educação para o século XXI, organizada pela Unesco sob a coordenação de Jacques Delors, elaborou um relatório que posteriormente foi publicado na forma de livro com o título Educação: um tesouro a descobrir (1999). O relatório apontou os quatro pilares para a sustentação das práticas pedagógicas: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser. O primeiro princípio é de suma importância pois, à medida que o conhecimento se expande, “é impossível estudar tudo na escola, por mais que se amplie o tempo das aulas e a duração dos cursos”(p.45). A escola do nosso tempo não será uma mera transmissora de conhecimentos, “enchendo cântaros”, mas aquela que ensinará a conhecer, “acendendo um fogo”, como diria William Butler Yeats. Para Didonet, aprender a fazer é o principio educacional para o século XXI que une ciência e tecnologia com finalidade de “melhorar as condições de vida, elevar o padrão de vida das pessoas, trazer mais bem estar a todos” (p.45). O terceiro e o quarto princípios são aqueles que podem tornar este segundo uma realidade, afinal, somente quando o ser humano aprender a conviver de forma a procurar o melhor para si, simultaneamente à de seu próximo, preocupando-se em cultivar o ser e suas faculdades mais elevadas é que efetivamente veremos as boas condições de vida serem, também globalizadas. Utopia? Provável. Mas, a escola que o século XXI necessita é justamente aquela que procurará desenvolver o individuo de maneira integral, não aquele apenas pronto para o vestibular, mas pronto para exercer sua autonomia, sua capacidade de “julgamento que passa do crescimento da responsabilidade pessoal à realização do destino coletivo” (p.46).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                       Sob essa ótica os setores de renovação da escola são a universalização da educação em todos os níveis, a garantia das aprendizagens escolares através de um aprimoramento da didática, a escola como um ambiente vitalizante, a gestão da escola em parceria com a comunidade, redefinição de conteúdos, formação para a cidadania, preparação do professor e o uso de novas tecnologias no ambiente escolar. De todas estas esferas, Vital Didonet destaca o sétimo item, a preparação dos docentes, por considerar que o seu gerenciamento ao acesso do conhecimento, a sua mediação para a construção dos mesmos é, em suas palavras, “determinante na transformação da escola” (p.47).&lt;br /&gt;                       &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                      Poderíamos arriscar dizer que o que buscamos exatamente não seria uma escola filha de nosso tempo, tão marcado pelas tensões e desigualdades, mas uma escola a frente de nosso tempo, que encontrará meios de formar homens e mulheres de caráter, que cultivem um corpo e um intelecto sadio, tomando decisões sábias, transformando uma vida de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência Bibliográfica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIDONET, Vital. Por uma escola do nosso tempo. Pátio. Ano II. Nº. 5, mai/jul., 1998, págs. 44 – 47.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-1077094877412571918?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/1077094877412571918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=1077094877412571918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1077094877412571918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1077094877412571918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/03/por-uma-escola-do-nosso-tempo.html' title='“Por uma escola do nosso tempo”'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-7781861295542530424</id><published>2008-02-07T16:43:00.000-02:00</published><updated>2008-02-07T16:48:56.534-02:00</updated><title type='text'>Na era do Conhecimento... o discurso é diferente da prática!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Já adentramos faz algum tempo na era do conhecimento. Estufamos nossos peitos, nos ufanamos das proezas do homem pós-moderno. Louvamos os feitos das nossas mãos, a lua não é mais fronteira. Realmente, a humanidade nunca produziu tanto, pelo menos, tecnologicamente não. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Gosto que no título deste blog encontra-se a palavra Opinião. Porque opinar faz parte da vida do ser humano. Aliás, se fizéssemos um estudo das decisões da humanidade, talvez constataríamos que a maioria das decisões são tomadas com base nelas, e não propriamente embasadas na teologia ou na ciência. Considero isto até certo ponto aceitável, porque afinal, ela expressa nosso julgamento da situação, exercemos assim nosso raciocínio, livre-arbítrio. Então, sinto-me a vontade para dar a minha também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Intriga-me a dicotomia entre o slogan “era do conhecimento” e o comportamento da sociedade. Ao estarmos na era do conhecimento supõe-se que os neurônios seriam os agentes biológicos responsáveis pelas principais decisões do ser humano. No entanto, o poder encontra-se, por mais estanho que pareça, nas mãos dos hormônios. E a ditadura é a forma de governo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Basta analisarmos a publicidade. Os apelos para consumirmos são, em sua grande maioria, estritamente sensuais – da bebida ao automóvel – sem distinção. E os argumentos racionais, onde ficam? Como se explica o fato de que, na era do conhecimento, grande parte das pessoas decidem passar a maior do seu tempo entorpecidos, desligados da realidade, de mal com a sobriedade? Eu, não entendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Isso sem considerar que a maior parte dos filmes, são uma sucessão de lutas alternadas por cenas sexuais. Enredo que se preze, poucos possuem. Atingir o público é fácil, é só dar o que esperam, doses altas de nudez e violência. Mas é isso o que queremos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A única explicação que encontro é que acumular conhecimento não é garantia de viver melhor ou de aplicá-lo. O abismo entre conhecimento e sabedoria sempre foi profundo, mas quem sabe, não está na hora de o superarmos? De deixarmos para trás a era do conhecimento e entrarmos na Era da Sabedoria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Paulo Freire salientava que devemos fazer uma reflexão do que é o homem, antes de tentarmos educa-lo, para não corrermos o risco de o reduzi-lo a um objeto. Creio que isto, deveria transferir-se para todas as práticas sociais. Somos mais que objetos ou seres movidos a hormônios. Nascemos para uma vida livre, para admirar o belo, estabelecer relações duradouras com Deus e o próximo. Não podemos aceitar este rebaixamento humano provocado pela filosofia utilitarista e individualista destes tempos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Perder a capacidade de nos indignarmos perante isso, é concordarmos e até mesmo incorporarmos uma visão de homem que não é correspondente com o propósito pelo qual fomos criados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ouvi um jornalista dizer que a maior chaga moral do Brasil foi a escravidão. Atrevo-me a dizer que não somente ela foi, como ainda o é. Estamos submissos, e não só os brasileiros, aos cativeiros morais de filosofias vãs e das traças que corrompem a ética e os valores de nossa sociedade. Por isso, faço votos para nos despedirmos da era do conhecimento e saudarmos a era da sabedoria, para realmente dignificarmos o ser humano e encontrar a felicidade – felicidade, que a tanto perseguimos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;Liege de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-7781861295542530424?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/7781861295542530424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=7781861295542530424&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7781861295542530424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7781861295542530424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/02/na-era-do-conhecimento-o-discurso.html' title='Na era do Conhecimento... o discurso é diferente da prática!'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-7447041097905081002</id><published>2008-01-22T14:43:00.000-02:00</published><updated>2008-01-22T14:49:57.703-02:00</updated><title type='text'>A Ilustre Casa de Ramires</title><content type='html'>&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/179141.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" height="243" alt="" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img1/179141.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Críticos literários apontam “A Ilustre Casa de Ramires” (1900) como a obra prima do literato português Eça de Queirós. Com primor na escrita, Queirós personifica Portugal, especificamente no período em que a nobreza entra em declínio, através do personagem Gonçalo Mendes Ramires. Aliás, o próprio personagem principal, Gonçalo, o fidalgo da Torre, propõe-se a construir um romance histórico sobre os feitos heróicos de sua família, a Casa de Ramires. Mudanças de mentalidade e, por conseguinte, de comportamento do personagem procuram retratar o período de transição vividos por Portugal naqueles idos, um sistema aristocrático decadente e o estilo de vida provinciano.&lt;br /&gt;Por fim, A Ilustre Casa de Ramires expressa com perfeição o amor de Eça de Queirós por sua pátria, sem escorregar no ufanismo. Confira!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tafnes do Canto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-7447041097905081002?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/7447041097905081002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=7447041097905081002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7447041097905081002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7447041097905081002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2008/01/ilustre-casa-de-ramires.html' title='A Ilustre Casa de Ramires'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-4407817621202429102</id><published>2007-11-06T00:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-06T00:37:07.785-02:00</updated><title type='text'>Pensadores Sociais Brasileiros I -       Nina Rodrigues</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando passamos a refletir sobre o pensamento social, percebemos que os intelectuais brasileiros possuem um modo sui generis de criar representações da identidade de nossa nação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;José Murilo de Carvalho em capítulo denominado “Brasil: Nações Imaginadas”, presente na obra “Pontos e Bordados: Escritos de História e Política”, explica de forma arbitrária – como ele mesmo afirma – que podemos dividir em três naturezas as representações da identidade brasileira produzidas, pela elite, de 1822 a 1945:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A primeira poderia ser caracterizada pela ausência de povo, a segunda pela visão negativa do povo e a terceira pela visão paternalista do povo. Em nenhuma o povo fez parte da construção da imagem nacional. Eram nações imaginadas.” (1999, p.233).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão negativa do povo foi vinculada pela geração de 1870, que tinha na época entre 20 e 30 anos. A efervescência política, social e econômica da segunda metade do século XIX, levava a elite intelectual a debruçar-se sob os problemas estruturais brasileiros que precisavam de solução, entre eles o abolicionismo, crise do regime escravocrata, que por sua vez exigia uma política imigratória e ainda, a questão republicana.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa elite formada por nomes como Silvio Romero, Joaquim Nabuco, Euclides da Cunha e o próprio Raimundo Nina Rodrigues, propagavam a idéia de que havia a necessidade do embranquecimento da nação. O “homem dos trópicos”, miscigenado, era visto com tamanha negatividade, que até mesmo Joaquim Nabuco, afrodescendente, julgava imprescindível o embranquecimento – via imigração européia-, pois não discernia como uma população negra e mestiça poderia levar o país ao progresso. Veiculavam o segundo viés apontado por Carvalho: a Escola de Direito do Recife, onde lecionava Tobias Barreto e Silvio Romero; a Escola Politécnica e a Academia Militar do Rio de Janeiro, na qual Benjamim Constant – militar, professor e estadista que propagou idéias positivistas no Brasil - ministrava suas aulas; a Escola de Medicina do Rio de Janeiro e a Escola de Medicina da Bahia, onde Nina Rodrigues trabalhou.&lt;br /&gt;Sílvio Romero, autor de “História da Literatura Brasileira” (1888), foi um dos primeiros a lançar o pensamento do embranquecimento, apesar disso, em seus escritos é possível perceber que, de certa forma, valoriza a cultura africana. Raimundo Nina Rodrigues - &lt;a title="Medicina legal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Medicina_legal"&gt;médico legista&lt;/a&gt;, &lt;a title="Psiquiatria" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Psiquiatria"&gt;psiquiatra&lt;/a&gt;, &lt;a title="Professor" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Professor"&gt;professor&lt;/a&gt; e &lt;a title="Antropologia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia"&gt;antropólogo&lt;/a&gt; &lt;a title="Brasil" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil"&gt;brasileiro&lt;/a&gt; - dá continuidade aos estudos de Silvio Romero. Assunção Paiva, comentando “As ilusões da liberdade: a Escola Nina Rodrigues e a antropologia no Brasil”, importante publicação de Mariza Corrêa sobre o referido intelectual, afirma não ser possível considerar tarefa simples analisar Nina Rodrigues:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a partida de sua terra natal, por volta de 1882, até seu estabelecimento na Bahia, passando ainda pela Corte do Rio de Janeiro, a trajetória do médico não só permanecia nebulosa como também não era ainda considerada, tal como é hoje, um símbolo privilegiado tanto para a compreensão da história da medicina como do pensamento social no nosso país “(2001, p.1)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raimundo Nina Rodrigues, assim como outros pensadores da época, absorve e idéias estrangeiras sobre o racismo científico – a antropometria é trazida por Rodrigues para o Brasil-, mas as adapta para a realidade brasileira, de maneira que a mestiçagem possa trazer algo de bom para a sociedade, até porque, sendo muitos destes intelectuais mestiços, não poderiam se excluir das representações identitárias que criavam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre suas obras mais importantes está “As raças humanas e a responsabilidade penal do Brasil”, escrita em um período em que grande era a preocupação para traçar um perfil do criminoso, seja o pensamento científico que o fazia pela medida de crânios, seja a imprensa popular com o surgimento dos primeiro romances policiais. Nina Rodrigues dizia que se a nação pretendia sustentar que a raça negra e mestiça são inferiores e mais propícias a violência em relação aos brancos, então deveria haver responsabilidades penais diferentes para uns e para outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já “Os Africanos no Brasil”, estuda os últimos africanos, e não descendentes, que aqui viveram, idéia genial de Nina Rodrigues para entender a cultura dos mesmos. Pesquisa feita no final do século XIX e início do XX, Rodrigues sai às ruas da Bahia para conversar com africanos. Nestas entrevistas descobriu que muitos escravos do interior deslocavam-se para Salvador a fim de reencontrar parentes. Além das entrevistas, o mesmo, faz uso de jornais e documentos que serviram para localizar estes africanos. Percebeu que a cor da pele dos africanos até pode ser homogênea, mas a cultura é diversa, a partir daí buscou conhecer os principais povos da África que vieram para o Brasil. Recentemente, João José Reis tem estudado e publicado importantes descobertas sobre as lutas internas entre nações africanas que tiveram continuidade no Brasil, fruto das heterogeneidades apontadas por Nina Rodrigues. Este pensador social brasileiro discordou dos cronistas que diziam ser as insurreições negras manifestações de crueldade, apontando as raízes africanas das insurreições, devido as profundas transformações étnicas, políticas e sociais. Assim, percebemos que Nina Rodrigues não isola a África do Brasil, até porque o contato e as relações entre o continente e nosso país não termina com o fim da escravidão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As inovações e o olhar, por vezes até a frente do seu tempo, fazem com que Raimundo Nina Rodrigues, não à toa, encontre-se nos anais dos principais pensadores da sociedade brasileira. Seus escritos e sua trajetória de vida são fonte abundante de estudo, tanto para historiadores, quanto para sociólogos, antropólogos e médicos. Ainda hoje as obras de Nina Rodrigues tratam de temas latentes como a desigualdade ou o racismo e podem ser utilizados para pensá-los. “Nossa sociedade se construiu historicamente como um espaço onde as desigualdades se expressaram tanto nas leis como nas normas sociais em urgência desde o período colonial” (CORREA, 1998, p. 72), refletir sobre essas desigualdades é “o começo do fim” da longa espera pela mudança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Tafnes do Canto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAIVA, Carlos Henrique Assunção. Raimundo Nina Rodrigues: um antropólogo avant la lettre. Hist. Cienc. Saúde-Manguinhos vol.8 nº.3 Rio de Janeiro Sept. /Dec. 2001. Disponível em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-59702001000400015&amp;amp;script=sci_arttext"&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-59702001000400015&amp;amp;script=sci_arttext&lt;/a&gt; Acesso em: 04. Nov.2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORRÊA, Mariza. As ilusões da liberdade: a Escola Nina Rodrigues e a antropologia no Brasil. Bragança Paulista, Edusf, 1998.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-4407817621202429102?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/4407817621202429102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=4407817621202429102&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4407817621202429102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4407817621202429102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/11/pensadores-sociais-brasileiros-i-nina.html' title='Pensadores Sociais Brasileiros I -       Nina Rodrigues'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-4763640381380003272</id><published>2007-10-06T18:13:00.001-03:00</published><updated>2007-10-06T18:23:03.353-03:00</updated><title type='text'>Relações de Poder: Manifestação e Dominação do Período Joanino à Regência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao analisarmos as manifestações de resistência e infração das classes populares e as formas de repressão e confinamento presentes de 1808 a 1840 é necessário antes levar em consideração os trezentos anos de legislação lusitana praticada em nosso país, que certamente permeou a cultura do direito brasileiro. Ao mesmo tempo, não podemos considerar as práticas posteriores à independência como mera continuidade ou conseqüência das legislações vigentes na época colonial, pois foram, também, fortemente influenciadas pelas idéias do direito moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Ordenações constituíram o aparato jurídico dos tempos coloniais. Elas eram conhecidas, segundo Mozart Linhares da Silva (1997), pela sagacidade com que lidavam com as demandas criminais, como exemplifica: “Não raro as penas capitais eram precedidas de suplícios: o réu tinha suas mãos e braços amarrados, podia ser esquartejado ou torturado por dias na roda” (p.82). Característica marcante das Ordenações, além da brutalidade das penas, era “a obsessividade com questões sexuais e extravagantes (...) o que indica a insuficiente separação das questões religiosas e morais” (p.80). O próprio fato de crimes religiosos serem punidos pelo Estado, também testificam desta estreita relação. Tal conjunto de normas apresentava claro desequilíbrio entre o crime cometido e a pena pela prática do mesmo, correção observada com a criação do Código Penal de 1830, que as vésperas da abdicação e do Período Regencial vieram substituí-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o Período Joanino e o Primeiro Reinado as Ordenações continuaram tendo validade, porém significativas mudanças ocorreram no que se refere às medidas para a manutenção da ordem pública a partir da vinda da família real portuguesa - que ao pisar em solo brasileiro deparou-se, como afirma Holloway, “com uma população hostil e perigosa e com o espaço público da cidade ocupado por escravos africanos como nunca tinham visto em sua pátria” (1997, p.41).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre estas medidas está a criação de uma Intendência Geral de Polícia, e da Guarda Real de Polícia, que procurou manter sobre controle a população do Rio de Janeiro e posteriormente das capitais das principais províncias, que também receberam seu aparato repressor. Sobre os objetivos da polícia, Holloway explica que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O inimigo da polícia do Rio de Janeiro era a própria sociedade – não a sociedade como um todo, mas os que violavam as regras de comportamento estabelecidas pela elite política que criou a polícia e dirigia sua ação. Pode-se ver esse exercício de concentração de força como defensivo, visando proteger as pessoas que fizeram as regras, possuíam propriedade e controlavam instituições públicas que precisavam ser defendidas. Mas também se pode vê-lo como ofensivo visando a controlar o território social e geográfico – o espaço público da cidade -, subjugando os escravos, reprimindo as classes inferiores livres pela intimidação, exclusão ou subordinação, conforme a circunstâncias exigissem (...) o objetivo aqui não era exterminar ou eliminar o adversário. A meta era reprimir e subjugar, manter um nível aceitável de ordem tranqüilidade que possibilitasse o funcionamento da cidade no interesse da classe que elaborou as regras e criou a polícia para fazê-las cumprir. (1997, p. 50).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre as principais preocupações da polícia estavam os bandos de capoeira, escravos fugitivos ou que se negassem ao trabalho, furtos e o desrespeito ao toque de recolher. O mesmo autor explica que, durante o Período Joanino, entre os critérios para a perseguição ou não de um suspeito, além do flagrante, seria a cor negra dessa pessoa, procedimento que se estende ao longo dos anos. E como sustentam os registros raramente uma pessoa branca ou mesmo, não escrava era presa. Linhares da Silva sugere que “o negro vai se tornar o criminosos nato brasileiro”. (1997, p.97). Nota-se que com a extinção do ofício de capitão-do-mato, o controle dos escravos tornou-se uma tarefa compartilhada entre os senhores e o poder estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A introdução de uma Intendência Geral representou assim, uma rudimentar e elitista reforma policial, que precedeu a reforma carcerária, já que as condições de confinamento dos desajustados continuavam sendo depósitos insalubres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ambigüidades do governo de D. Pedro foram sentidas também em terreno jurídico. Uma de suas primeiras medidas, ainda como Príncipe regente, foi a promulgação de um decreto que proibia prisão sem flagrante delito ou mandato judicial, ainda estabelecia que não se usasse a punição ou tortura como penalidade e que a prisão só seria para aqueles que fossem devidamente julgados e condenados. Assim, presos por capoeira, porte de armas ou acusados de desordem seriam libertos sem punição. Porém, durante o Período do Primeiro Reinado, se reintroduziu a punição física como penalidade. Ao fim do governo de D. Pedro I, em 1830, substituindo as antigas Ordenações, o Código Penal de 1830, admiravelmente amplo e conexo com a sua época, veio abrir a “questão da reforma prisional brasileira. Ao propor a construção de casas correcionais coloca em discussão os sistemas que poderiam ser adotados nas prisões do reino” ( SILVA, 1997, p. 102).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo desta preocupação com a reforma prisional foi a criação da Casa de Correção do Rio de Janeiro – obra que teve início no período regencial e concluída pelo governo Imperial – que apresentava dois vieses de trabalho: o correcional e o criminal. Para o correcional eram encaminhados os menores, vadios e mendigos; a metodologia aplicada era a condução destes para o aprendizado de um ofício. Ao viés criminal eram encaminhados os homens livres sentenciados, que além do confinamento, prestariam trabalhos e freqüentariam as mesmas oficinas de correção, pretendendo regenerar os sujeitos para seu retorno a convivência com a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a constante preocupação da sociedade era a construção da civilidade, a manutenção da ordem e da tranqüilidade, neste contexto as reformas policiais e os sistemas penitenciários eram de suma importância para assegurar que estes objetivos fossem atingidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SILVA, Mozart Linhares Da. Do imperio da lei as grades da cidade. 1. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1997, p. 65 a 110.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;HOLLOWAY, Thomas H. Polícia no Rio de Janeiro: repressão e resistência numa cidade do século xix. Rio de Janeiro: FGV, 1997, p. 19 a 71.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SANT’ANNA, Marilene Antunes. A casa de correção do Rio de Janeiro: projetos reformadores e as condições da realidade carcerária no Brasil do século XIX.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-4763640381380003272?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/4763640381380003272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=4763640381380003272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4763640381380003272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4763640381380003272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/10/relaes-de-poder-manifestao-e-dominao-do.html' title='Relações de Poder: Manifestação e Dominação do Período Joanino à Regência'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-5544545409090439692</id><published>2007-09-04T19:03:00.000-03:00</published><updated>2007-09-04T19:08:36.369-03:00</updated><title type='text'>A Pedagogia do Período da Conquista do Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pedagogia que aqui vamos retratar embora datada a pouco mais de 500 anos, remonta uma filosofia milenar e que se estende até nossos dias. É a educação que se desenvolveu entre as tribos indígenas que aqui viviam.&lt;br /&gt;Quando os europeus aqui chegaram estima-se que havia no país entre 5 milhões de nativos, sendo que só na bacia amazônica o número chega a 5.600 habitantes e cerca de 1.300 línguas somente nesta região. Estes índios brasileiros estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis ( região do litoral ), macro-jê ou tapuias ( região do Planalto Central ), aruaques ( Amazônia ) e caraíbas ( Amazônia ). &lt;br /&gt;Neste ponto, destaca Caleffi: “Assim, não existe ‘o índio’ portador de uma cultura homogênea, mas um mosaico de culturas diferentes entre si e diferentes da do colonizador”. (CALEFFI, pág. 33)&lt;br /&gt;Embora a educação indígena não fosse institucionalizada como a que conhecemos hoje, as formas como ocorre a educação e o que esta compreende são características e peculiares de cada cultura.&lt;br /&gt;Os relatos que nos chegam até hoje são dos “descobridores” (e aqui abrimos um espaço para questionar quem são os verdadeiros descobridores desta terra) carregados de preconceitos e julgamentos sob o ponto de vista da sua própria cultura.&lt;br /&gt;Américo Vespúcio ao relatar sobre uma de suas viagens ao Novo Mundo, descreve em um trecho da carta a Lorenzo de Pietro Medice o seguinte: “Esta terra é povoada de gentes completamente nuas, tanto os homens quanto as mulheres. Trabalhei muito para estudar suas vidas, pois durante 27 dias dormi e vivi em meio a eles. Não tem lei nem fé alguma, vivem de acordo com a natureza e não conhecem a imortalidade da alma. Não possuem nada que lhes seja próprio e tudo entre eles é comum; não tem províncias e reinos, não tem reis e não obedecem a ninguém”. Cristóvão Colombo também dá sua contribuição ao se referir aos índios ao reis católicos: “Estes gentios ignoram completamente a prática das armas. Com cinqüenta homens será fácil subjugá-los e fazermos deles o que quisermos.” &lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=38660721#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao interpretar estes dois relatos percebemos a que nível os povos ameríndios eram considerados pelos europeus: como primitivos e não civilizados, a mercê de qualquer domínio.&lt;br /&gt;A visão européia não deverá servir de parâmetro para esta pesquisa, pois ela é exclusivista, distorcendo o verdadeiro sentido da educação. Caleffi nos ajuda neste sentido ao dizer que “(...) necessitamos um conceito que entenda educação com um amplo processo não vinculado necessariamente ao um sistema de ensino institucionalizado ou mesmo a existência da língua escrita, mas a educação como o processo de socialização dos indivíduos em uma dada cultura. Todos os elementos e noções que um sujeito apreende e que faz dele membro de uma determinada comunidade constitui um processo educativo. Aquilo que aprendemos de nossos pais, parentes e do grupo no qual vivemos, a forma herdada, cotidianamente reinventada de compreensão de um cosmos” (CALEFFI, pág. 32).&lt;br /&gt;Cultura e educação são entendidas como processos inseparáveis, sendo assim impossível desvincular o estudo da cultura indígena de suas práticas educacionais. Desta forma, o objetivo deste trabalho é realizar um estudo da educação indígena em sua amplitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;A Primeira Pedagogia do Brasil no Período da Conquista pelos Portugueses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Educação no Contexto Indígena&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O índio brasileiro por ocasião da chegada dos portugueses, ainda vivia na época do mito. Embora Tupã fosse seu principal deus, sua religião tinha espaço para adoração de vários outros.&lt;br /&gt;Sua arte era primitiva, extraindo de algumas plantas cores fortes para a ornamentação. O índio era sadio, guerreiro e exímio em caça e pesca. As relações familiares traduziam a felicidade que viviam em seu universo. No mundo adulto permanecia o domínio da imaginação no lugar da inteligência.&lt;br /&gt;“A educação indígena era eminentemente empírica, consistindo, antes de mais nada, em transmitir através das gerações uma tradição codificada. A escola era o lar e o mato; muito mais importantes as lições do exemplo que as das palavras. (...) muito mais empíricas do que científicas, muito mais físicas do que intelectualizadas, modeladoras do homem para capacitá-lo a enfrentar muito mais a vida prática e concreta do que determinada profissão, própria e típica da sociedade e cultura evoluídas”. (TOBIAS, pág. 26)&lt;br /&gt;A seguir vamos analisar algumas aspectos da cultura indígena que envolvem a educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião/ Mitos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Através das histórias contadas de geração em geração que as culturas de tradição oral conseguem transmitir as novas gerações, as normas de conduta e os mitos (que são as verdades absolutas dos fundadores daquela cultura, portanto são inquestionáveis).&lt;br /&gt;Conforme a citação de Caleffi:&lt;br /&gt;“As normas de conduta social, bem como tudo o que um sujeito necessita saber para fazer parte de uma comunidade de tradição oral, encontram-se presentes nos mitos das culturas destas comunidades, nas histórias sagradas. Os mitos são as histórias exemplares vividas pelos ancestrais e pelos heróis civilizadores em um tempo considerado pré-humano, e contêm todos os ensinamentos necessários que um indivíduo tem que saber para pertencer a uma determinada cultura...” (CALEFFI, pág. 39).&lt;br /&gt;Todos sabem contar estes mitos, e ao fazê-lo estão reafirmando e renovando sua cultura. A memória destes povos é mantida e através dela que a cultura permanece.&lt;br /&gt;Estas histórias são contadas conforme a idade do indivíduo, sua maturidade, sexo e elas lhe dizem respeito dos afazeres e responsabilidades da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aprender = imitar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas comunidades indígenas uma das principais formas de aprendizagem é através da imitação. É imitando os adultos que os pequenos índios aprendem a caçar, a pescar, a ter cuidado com as plantas, etc. Nestes momentos onde as crianças imitam os adultos, propiciam oportunidades para brincar e escutar os ensinamentos dos mais velhos também.&lt;br /&gt;As crianças não são castigadas e são tratadas pacientemente pelos adultos, que respeitam seus enganos infantis e ritmo próprio.&lt;br /&gt;É através desta educação que a criança toma conhecimento dos mitos dos ancestrais, desenvolve aguda percepção do mundo e aperfeiçoa suas habilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sociedade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade indígena é fundamentada por laços de parentescos. O individuo se encontra totalmente inserido na comunidade, onde aprende seus deveres e diretos. As comunidades são estabelecidas por graus de parentesco e casamentos.&lt;br /&gt;Estas sociedades apresentam um modo de produção inverso ao capitalismo sanguinário que conhecemos; trabalham apenas para viver.&lt;br /&gt;A divisão do trabalho é feita por sexo e maturidade. Trabalham apenas para satisfazerem suas necessidades diárias. Alcançadas, cessam o trabalho.&lt;br /&gt;Não colhiam mais que necessitavam e não pescavam além do necessário. Toda a sua subsistência era proveniente da natureza. Se, por ventura, houve algum tipo de excedente, a medida a se tomada era confraternização. Desta forma, estendiam-se mais alianças. Esse ato exprime a noção de que não possuíam bens próprios.&lt;br /&gt;As técnicas utilizadas eram simples porque correspondiam a uma produção pequena, voltada para a agricultura de subsistência. Para plantar mandioca, por exemplo, cavavam o chão com algum objeto pontiagudo feito de madeira e enfiavam a rama. Depois de algum tempo arrancavam a mandioca e a transformavam em farinha, por um processo também muito simples. O mesmo se pode dizer da preparação do peixe e da caça que eram levemente assados em fogo brando.&lt;br /&gt; A sociedade indígena possui lideres que eram escolhidos de acordo com a necessidade coletiva. Ele deveria ser generoso, pois assim promoveria a reciprocidade, ato de se alternarem na compartilha de alimentos e assim se socializarem; deveria ter a capacidade de oratória, pois assim ele poderia repetir elementos importantes da cultura e ter coragem para garantir a continuidade do grupo.&lt;br /&gt;A relação de poder existe, mas de modo diferencial. A liderança pode ter um conhecimento mais especifico, de forma privilegiada, mas todos, de acordo com o sexo e maturidade, possuem o mesmo conhecimento. Por exemplo, todas as mulheres sabem fazer cerâmica, se esta fizer parte das atividades femininas na respectiva cultura. “Assim, não vamos encontrar um único professor nas sociedades de parentesco, mas tantos professores quantos sujeitos compuserem a comunidade, o que significa que ninguém possui um status de professor que o diferencie do corpo social. A educação, principalmente das crianças, é assumida pela comunidade como um todo”. (CALEFFI, pág. 38).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deixando de ser criança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando atinge os 13 os 14 anos, o jovem passa por um teste e uma cerimônia para ingressar na vida adulta.&lt;br /&gt;Em algumas tribos brasileiras, os meninos são iniciados na vida adulta através de uma cerimônia, na qual colocam uma luva cheia de formigas venenosas. Este deverá entrar pelas matas e procurar o remédio. Se não conseguir vencer esta etapa os mais velhos lhe tratam, mas não será considerado adulto.&lt;br /&gt;As meninas que começam a ter menstruações são reunidas em uma cerimônia anual e são embebedadas e tem seus cabelos arrancados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Para nós, os chamados brancos e civilizados, é difícil compreender e para muitos aceitar as práticas indígenas que se reproduzem ainda hoje.&lt;br /&gt;Como entender uma sociedade sem um Estado institucionalizado, sem lucro nem luxo? Como aceitar o fato que produzem apenas o necessário para a sobrevivência, sem ambição, sonhos materiais?&lt;br /&gt;Os nossos padrões sociais ditam regras que não nos permitem ver além das imposições da elite. Não enxergamos a beleza da convivência em grupo, da compartilha dos bens, na educação que prepara para a vida simples, mas feliz.&lt;br /&gt;Os rotulamos como preguiçosos e primitivos. Sem entender que são satisfeitos e com uma cultura própria. Anulamos a história que esse povo nos legou, sem pensar que se alguns de seus valores fizessem parte da nossa educação, certamente o Brasil seria mais ético, solidário.&lt;br /&gt;Porem, isso não significa que seja tarde para olharmos para o outro como alguém faz parte da minha “tribo” e que pode receber dos meus  alimentos excedentes em uma confraternização de caráter recíproco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=38660721#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Retirado do site: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;http://www.vidaslusofonas.pt/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Referências Bibliográficas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação e da Pedagogia.  3ª edição. Editora Moderna. São Paulo, 2006.&lt;br /&gt;STEPHANA, Maria. BASTOS, Maria Helena Câmara. Histórias e Memórias da Educação no Brasil – século XVI – XVIII. Volume 1. Editora Vozes. Petrópolis – Rio de Janeiro, 2004.&lt;br /&gt;TOBIAS, José Antônio. História da Educação Brasileira. 4ª edição. Editora Ibrasa. São Paulo, 1985. 350 páginas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;www.suapesquisa.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vidaslusofonas.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;www.vidaslusofonas.pt/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-5544545409090439692?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/5544545409090439692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=5544545409090439692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/5544545409090439692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/5544545409090439692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/09/pedagogia-do-perodo-da-conquista-do.html' title='A Pedagogia do Período da Conquista do Brasil'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-3114553401761985124</id><published>2007-08-09T23:38:00.000-03:00</published><updated>2007-08-09T23:49:07.850-03:00</updated><title type='text'>Reformas Bourbônicas -  Impacto para as elites crioulas, efeitos em território americano.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A América espanhola viveu uma intensa mestiçagem cultural e biológica durante toda a sua fase colonial, de modo que ao chegar ao que Schwartz e Lockhart (2002) chamam de “período colonial maduro” esta maciça mistura veio a transformar os quadros da sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Depois de muitos anos ocupando cargos secundários, os mestiços passaram a ser maioria e a desempenhadas funções antes reservados apenas aos grupos étnicos primários. Também a diferença entre peninsulares e espanhóis nascidos no local já não eram relevantes como antes - embora rivalidades a nível pessoal certamente tenham existido - pois “estavam tão intimamente inter-relacionados por sangue, casamento ou função que formavam um único setor e tinham a mesma designação” (SCHWARTZ; LOKHART, 2002, p.372). Os espanhóis nascidos no local, aos poucos, foram assumindo cargos antes reservados apenas aos peninsulares, seja na Igreja, na economia, na administração pública ou na vida intelectual. Deste modo, no período colonial maduro os peninsulares ocupavam somente os cargos no plano internacional, como a figura do vice-rei, arcebispos e alguns juízes. Num momento em que a sociedade colonial estava tão desenvolvida, até mesmo estes funcionários construíram estreitos laços sociais e econômicos tornando-se como um dos locais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foi neste complexo contexto, de uma América madura, que as Reformas Bourbônicas (século XVIII) foram implementadas na hispano-américa. As Reformas Bourbônicas constituíram-se em medidas administrativas e econômicas, impostas pelo sistema colonial espanhol que procurava à modernização e a “recolonização” dos seus territórios no Novo Mundo. No intento de resgatar o poder perdido para as elites crioulas, o governo da Espanha criou cargos administrativos e legou-os a peninsulares, “ligados aos funcionários europeus que deram início às mudanças”. (SCHWARTZ; LOKHART, 2002, p.379). Em seu conjunto as Reformas Bourbônicas foram também, precipitadas pela necessidade da Espanha, fragilizada pela Guerra dos Sete Anos, de reafirmar o pacto colonial, por isso implantou medidas como o “livre comércio” que de fato representava uma grande falácia, pois, embora mais portos estivessem abertos para a circulação de mercadorias, as transações continuavam restritas a colônia e sua metrópole.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Durante o mesmo período colonial maduro a América espanhola, imbuída das tendências intelectuais iluministas, criou sociedades intelectuais, grupos de discussão hispano-americanos. Eles estudavam cientificamente a sua região, sempre atentos às aplicações práticas do conhecimento, para aperfeiçoamento da vida local. É bem verdade que o iluminismo colocou os estrangeiros em evidência, mas nem por isso o regionalismo sofreu retrocesso, pois os hispano-americanos sabiam como desviar para sua própria direção o Iluminismo europeu. Embora às vezes dedicassem algum tempo à astronomia ou à matemática, praticamente toda a sua atividade e seus textos relacionavam-se com o exame de algum aspecto do próprio cenário local (SCHWARTZ; LOKHART, 2002, p.399).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assim, o Iluminismo, como afirmam Schwartz e Lokhart, “deu apenas cor e ímpeto a um novo estudo e afirmação de si mesma da América espanhola” (2002, p.400). Os territórios espanhóis na América encontravam-se agora amadurecidos e seguros para administrar suas terras, não sentiam mais este pertencimento à metrópole, de modo que, embora não houvesse uma identidade nacional, os crioulos experimentaram um estranhamento em relação aos interesses de Espanha - materializados nas Reformas Bourbônicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Tafnes do Canto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Referência Bibliográfica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Schwartz, S. e Lockhart, J., A América Latina na Época Colonial, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-3114553401761985124?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/3114553401761985124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=3114553401761985124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3114553401761985124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3114553401761985124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/08/reformas-bourbnicas-impacto-para-as.html' title='Reformas Bourbônicas -  Impacto para as elites crioulas, efeitos em território americano.'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-2904018648008862613</id><published>2007-07-25T10:06:00.000-03:00</published><updated>2007-07-25T10:40:41.701-03:00</updated><title type='text'>As práticas idolátricas na América Espanhola: uma manifestação de resistência indígena à ocidentalização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ronaldo Vainfas declara ser a prática idolátrica “manifestação global de resistência cultural indígena” (1992, p.2) frente à imposição das tradições ocidentais, pelos europeus. O confronto entre idólatras e colonizadores representou não um embate religioso, mas lutas de idéias, costumes e ações morais, éticas. Ela ultrapassou o plano das mentalidades e se fez realidade no momento em que, para preservar sua cultura, indígenas mantinham práticas idólatras, desaprovadas pelos colonizadores ditos cristãos, porém agora, classificadas como ajustadas ou insurgentes.&lt;br /&gt;Idolatrias ajustadas constituíram-se em manifestação de resistência, pois, no recôndito do lar, ameríndios preservavam suas tradições sem, no entanto, afrontar o Estado e a Igreja. Silenciosamente, sustentavam “as cerimônias tradicionais de casamento, o modo indígena de dar nomes aos recém-nascidos, a consulta aos velhos calendários, às práticas divinatórias, o culto dos ancestrais e toda uma gama de usos e costumes proscritos pela Igreja” (VAINFAS, 1992, p.2).&lt;br /&gt;Ao contrário das idolatrias ajustadas, as insurgentes se caracterizavam por reunir indígenas em movimentos que pregavam um “discurso hostil ao europeu” &lt;a name="OLE_LINK2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="OLE_LINK1"&gt;(VAINFAS, 1992, p.3&lt;/a&gt;) – cujo, o qual tinha entre suas principais prioridades a extinção das idolatrias, consideradas demoníacas. Assim, estes movimentos buscavam liberdade de culto, como o da Santidade de Jaguaripe (Bahia, 1585 -1586). Outras vezes, apesar do grande número de seguidores, não organizavam “soluções armadas contra o estrangeiro” (VAINFAS, 1992, p.5). Ainda, pode-se citar como práticas idolátricas insurgentes as manifestações promovidas por Martin Ocelotl (México, 1530) e Taqui Ongoy (Peru, década de 60).&lt;br /&gt;Vale lembrar que esta resistência cultural a ocidentalização, seja na forma de idolatrias ajustadas ou insurgentes, não promoveu uma total separação das culturas indígena e européia. O resultado é uma América marcada pelo sincretismo. Exemplo disso são os xamãs, que nos idos de seiscentos, vestiam-se como padres e incluíam os jesuítas em sua hierarquia religiosa. Ou ainda, o caso de Antônio, apresentado por Vainfas, “caraíba-mor que dizia encarnar o ancestral Tamanduare, intitulava-se Papa e nomeava bispos entre seus auxiliares” (1992, p.10). O autor do artigo “Idolatrias e Milenarismos” defende que o fato de indígenas se apropriarem da educação européia não anula o caráter antiocidental dos movimentos de resistência, porque “não bastasse o conteúdo das mensagens, que de várias maneiras hostilizavam e repeliam o europeu, muitos aspectos rituais indicam o apego às tradições e a necessidade de purificar os índios da influencia cristã” (1992, p.11).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tafnes do Canto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;VAINFAS, Ronaldo. Idolatrias e Milenarismos: a resistência indígena nas Américas. In: Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v.5, nº9, 1992. Disponível em: &lt;a href="http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/92.pdf"&gt;http://www.cpdoc.fgv.br/revista/arq/92.pdf&lt;/a&gt; . Acesso em: 25.abril.2007.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-2904018648008862613?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/2904018648008862613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=2904018648008862613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/2904018648008862613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/2904018648008862613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/07/as-prticas-idoltricas-indgenas-uma.html' title='As práticas idolátricas na América Espanhola: uma manifestação de resistência indígena à ocidentalização'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-813055800704409018</id><published>2007-07-20T23:38:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T21:32:21.176-03:00</updated><title type='text'>Sobre a  brevidade do tempo para vir a ser</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Certamente você já perdeu as contas de quantas mensagens eletrônicas recebeu cujo intuito era levá-lo a meditar sobre a brevidade da vida e a importância de demonstrar seu amor àquelas pessoas que lhe são tão caras. Em dias como os vividos esta semana, na qual registramos o maior desastre aéreo da história de nosso país, foi impossível não refletir acerca deste tema, por isso decidi nestas linhas encarar a possibilidade de ser redundante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para tal procurei a ajuda de Shakespeare, afinal de contas todas as vezes que tenho dificuldade em exprimir um sentimento, encontro em suas impressionantes obras as sentenças singelas, capazes de alcançar a profundidade exigida pela emoção. William Shakespeare dizia que “depois de algum tempo você (...) descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto”. E se existe algumas certezas, uma delas é que todos possuímos coisas com as quais não estamos (ou não deveríamos estar) satisfeitos em nosso ser. Dificuldades que convivemos ao longo dos anos e para as quais, entre quedas e tropeços, buscamos soluções. Traços de caráter que nos machucam e abrem grandes feridas em pessoas que tanto bem queremos. Mas os dias passam rápidos e o “tempo é curto”. Estamos muito atarefados para mudar e cultivar relacionamentos. Ocupados demais para buscar e legar o perdão. Assoberbados demais para sermos amáveis, ouvir, abraçar e sorrir. Cansados demais para desenvolver algo além do quociente inteligente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A razão em detrimento de outras dimensões do ser cegou nossos sentidos e petrificou qualidades essenciais: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=38660721#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;”. E por estarmos aqui refletindo sobre brevidade da vida, sobre esse tempo ser tão curto - como disse Shakespeare- é que está mais do que na hora de aproveitá-lo para promover mudanças em nossa individualidade, tendo em vista jamais subestimar “o poder do carinho, de um sorriso, uma palavra amável, um ombro amigo, dar ouvidos, um elogio honesto, ou o menor ato de dedicação, pois todos têm o poder de transformar uma vida." (Leo Buscaglia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tafnes do Canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=38660721#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Gálatas 5:22.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-813055800704409018?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/813055800704409018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=813055800704409018&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/813055800704409018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/813055800704409018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/07/brevidade-do-tempo-para-vir-ser.html' title='Sobre a  brevidade do tempo para vir a ser'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-8455305062108841520</id><published>2007-07-20T20:29:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T17:28:35.152-02:00</updated><title type='text'>Deus em Questão</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/RqFGCxKlEeI/AAAAAAAAAAM/VGbfBOHyzJM/s1600-h/capa-deus-questao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089426067276763618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/RqFGCxKlEeI/AAAAAAAAAAM/VGbfBOHyzJM/s400/capa-deus-questao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a chegada das férias de julho, nada como escolher um bom livro para descansar. E aqui no Ratio Essendi lhe daremos uma boa dica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe aquele livro que reúne inteligência, leitura agradável e dinâmica, conteúdo acadêmico profundo, desafiante e objetivo? O autor Dr. Armand M. Nicholi, Jr., psiquiatra da Escola de Medicina de Harvard e do Hospital Geral de Massachussetts, consegue reunir tudo isso no seu livro Deus em Questão.&lt;br /&gt;Grandes pensadores já se confrontaram com a questão crucial de acreditar ou não em Deus, e não só eles, como cada ser humano. Armand Nicholi apresenta um debate entre duas grandes personalidades do século XX, C.S. Lewis (o criador das Crônicas de Nárnia) e o famoso psicanalista Sigmund Freud. O autor expõe as idéias a respeito de sexo, amor, sentido da vida e da morte, dor, sofrimento, entre outros, um a favor e outro contra a existência de Deus, sem deixar de lado a história de vida de cada um.&lt;br /&gt;O diálogo entre Freud e C.S. Lewis é simplesmente irresistível, é tão empolgante quanto um romance!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: o livro é da editora Ultimato. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-8455305062108841520?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ultimato.com.br/?pg=show_livros&amp;util=1&amp;registro=296' title='Deus em Questão'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/8455305062108841520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=8455305062108841520&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/8455305062108841520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/8455305062108841520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/07/deus-em-questo.html' title='Deus em Questão'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/RqFGCxKlEeI/AAAAAAAAAAM/VGbfBOHyzJM/s72-c/capa-deus-questao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-913354887088192196</id><published>2007-07-08T16:08:00.000-03:00</published><updated>2007-07-08T16:14:43.060-03:00</updated><title type='text'>Pelo Romantismo dos Velhos Tempos e a volta das Sacolas de Feira!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns dias atrás tive o privilégio de prestigiar o casamento de um casal de amigos em São Paulo. Embora atualmente more no interior deste mesmo estado, pude poucas vezes visitar a capital mais afamada do país. Mas consegui conferir rapidamente o panorama da cidade que diariamente tem sua vida registrada nos noticiários nacionais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora eu, gaúcha da metrópole, seja uma cidadã tipicamente urbana, a nostalgia de São Paulo de certa forma contagiou-me. Se no passado as pessoas olhavam para o céu e a natureza e em suas reflexões perguntavam o “por que” e o “como” de tudo, eu reportei-me naquele momento as vastas edificações e em meio à “selva de pedras” perguntei o “para que” de tudo aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos milênios o homem tem procurado responder questões referentes à sua origem, sua essência, seu papel no mundo, entre outras. Mesmo com o passar do tempo, os dilemas do homem antigo continuam sendo os mesmos do contemporâneo com o agravante de hoje não sabermos responder o “para que” de tudo o que construímos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos o avanço tecnológico teve um salto gigantesco no mundo inteiro. Nós desfrutamos de tanto conforto como nenhum antepassado nosso nem mesmo sonhou em ter. A avalanche de conhecimento atingiu boa parte dos habitantes do globo. O fato é que toda revolução tecnológica e cultural que sofremos, fez a humanidade agregar valores distorcidos. Ou seja, atribuímos nossa felicidade a coisas que causam nossa própria destruição. Entramos com tudo em um processo de desumanização, suicídio coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Levando em consideração o fato de estarmos em um país com a maioria da população cristã, que possui a estrutura do pensamento com raízes filosóficas entre os gregos, judeus e cristãos, tomemos, por exemplo, a visão judaico-cristã sobre o homem para nos aprofundarmos no problema da inversão desmedida de valores. No livro do Gênesis o homem é tido como um ser criado a imagem e semelhança de Deus. Ora, o Deus bíblico tem como maior atributo o amor, tanto que o apóstolo João afirma categoricamente que aquele que não ama não conhece a Deus. Logo se Deus é amor e o homem, na visão judaico-cristã é a Sua semelhança, o homem deveria ter suas atitudes baseadas no amor também. Mas a constatação não é essa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Volto agora as ruas frias de São Paulo. Confesso que o que mais me angustiou ao cruzá-las foi a sensação de não ser ninguém. Sentia-me invisível dentre tantos prédios e a absurda quantidade de pessoas que utilizavam as vias públicas. Soma-se ao ato a falta de um ambiente, embora urbano, típico humano: com cheiro agradável, as esquinas românticas com sorveterias e casais de namorados, os bancos com velhinhos lendo os jornais e as praças com seus jardins “florindo em crianças” (como diz a típica canção gaúcha). Senti-me arrebatada do meu habitat natural. Isto não é uma crítica a São Paulo, especificamente, é ao estilo de vida que desenvolvemos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Este relato parece de um caipira que conhece a cidade grande (e não deixa de ser mesmo). Mas estar lá me fez pensar o quanto a “vida na roça” parece-me fazer jus à expressão, porque é lá que eu creio existir vida de realmente. A começar pelo ar, pela natureza e a tranqüilidade. Só isso já bastaria, mas ainda existe o alimento, o trabalho, o sono, a roda de conversas, o calor da família, a igreja,... Tudo isso para mim é a real vida humana. Sem estas coisas, creio ser o equivalente ao peixe viver fora d’água.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como trocamos tudo isso por toda esta parafernália tecnológica, um sistema opressor, extremamente capitalista e ditador? Acho que pensamos que tudo isso nos traria conforto e consequentemente felicidade. Adaptamos o ambiente as nossas necessidades, em vez de nos adaptarmos a ele, pensando facilitar nosso cotidiano. E hoje, nos readaptamos a cada minuto a uma situação diferente (ás 6 acordo no meu quarto, às 7 estou no ônibus, às 8 no trabalho,...). Industrializamos nosso alimento, acreditando disponibilizar o acesso a todos, ao contrário, colhemos doença. Inventamos tantas mil embalagens, pensando deixar tudo mais higiênico, mas são com elas que sujamos e causamos tantos desastres na natureza. E fizemos isso com vários outros aspectos da vida, mas o pior creio ter sido a busca pelos nossos prazeres e conforto, sem interessar as conseqüências e a quem estaríamos prejudicando, em muitas vezes, nossos próprios filhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso eu queria que o romantismo dos velhos tempos voltasse, para que nos inspirássemos a ser mais amorosos, pensar com mais empatia pelo meu próximo, pela natureza, e ser talvez empáticos conosco mesmo no futuro. Peço também a volta das sacolas de feira, resistentes, que uma só nos acompanhava por anos nas compras (e não 4 ou 5 sacolinhas plásticas por compra, que depois vão para o lixo), como símbolo de uma humanidade que abra mão de certas comodidades por atitudes mais ecológicas que visem à saúde do planeta. Só assim garantiremos VIDA às próximas geraçõe&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-913354887088192196?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/913354887088192196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=913354887088192196&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/913354887088192196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/913354887088192196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/07/pelo-romantismo-dos-velhos-tempos-e.html' title='Pelo Romantismo dos Velhos Tempos e a volta das Sacolas de Feira!'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-3875044055126262603</id><published>2007-07-02T12:36:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T12:46:04.710-03:00</updated><title type='text'>A Inquisição nos Domínios da América Espanhola</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em seu texto “El Santo Oficio de la Inquisición em la América Colonial”, Solange Alberro discorre sobre o papel desempenhado pelo Tribunal do Santo Ofício, bem como sua importância ou herança deixada por sua atuação na América.&lt;br /&gt;A Inquisição, enquanto instituição, foi concebida pela Igreja no Concílio de Verona, 1183, com o objetivo de resguardar a pureza da fé Católica se fez presente na Europa e, por ocasião da colonização européia da América, também trazida ao Novo Mundo. Os três tribunais aqui instituídos entre 1569 e 1571 – México, Cartagena de Índias e Lima – buscavam vigiar e normatizar internamente a população, trazendo consigo a experiência advinda da prática de processos inquisitoriais na Península, necessitando, evidentemente, de adaptações que considerassem a realidade local. Um olhar especial era voltado aos chamados cristãos novos, judeus supostamente convertidos, mas que em inúmeros casos buscavam na América a oportunidade de manter suas tradições e crenças livres da opressão. Em virtude desta realidade, acrescida pela evangelização dos índios – ainda que batizados, também mantinham as práticas idolátricas tão caras a eles - e o controle mesmo, da população espanhola que aqui, “no paraíso” encontrava tantas tentações é que a Igreja, através do Tribunal, atuou energicamente, “ainda que nada sistemática, a imagem e semelhança de uma Igreja pujante, se bem que marcada pela improvisação” (ALBERRO, 1993, p.271). A função controladora assumida pelo Santo Oficio apresentou-se “insuficiente para conter uma população em crescimento dentro dos limites da ortodoxia em matéria de fé” (ALBERRO, 1993, p.271). Insuficiente, pois estava limitada, segundo Solange Alberro, pelo fato de contarem com recursos humanos e materiais diminutos.&lt;br /&gt;A referida importância da Inquisição relaciona-se a seu legado, ou seja, as marcas que deixa na América. No Novo Mundo, ela apresentou caracteres diferentes da Peninsular, onde apregoava normas hegemônicas, independente do local ou mesmo, classes sociais. Já na América, o Tribunal não cumpriu esta missão. Aqui, por exemplo, os indígenas eram considerados novos por demais na fé para receberem acirradas cobranças. Esta atitude, exclusão dos índios nos juízos do Santo Ofício, representa um dos fatores históricos que tornaram a cultura indígena uma verdadeira ilha aos nossos olhos, porque para Solange Alberro, esta exceção da Igreja pressupunha que a mesma considerava-os ingênuos e incapazes. Assim, apenas as cidades povoadas por espanhóis constituíram-se campo de ação para a Santa Inquisição. Alberro, ainda, mostra que o Tribunal do Santo Ofício, apesar de suas falhas e limitações, foi importante como “válvula de escape para boa parte da população ante situações de tensão ou de crises entendida como ruptura de equilíbrio” (1993, p.278) A oportunidade de denunciar teve efeitos terapêuticos, pois a população que se encontrava, em muitas situações, em meio ao caos podia expressar-se a um órgão reconhecido e cristalizar os problemas em uma pessoa, a acusada. A influência da Inquisição não se limitou ao tempo e espaço da colônia espanhola americana, ainda hoje, adverte Alberro, o Ocidente pratica fundamentalismos que aprendeu com o Tribunal, porém atualmente assumem outras faces.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Tafnes do Canto&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Referência Bibliográfica:&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ALBERRO, Solange. Inquisición y sociedad em México. 1571 – 700. México: Fondo de Cultura Econômica, 1993. Pág. 266 a 285.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-3875044055126262603?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/3875044055126262603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=3875044055126262603&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3875044055126262603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3875044055126262603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/07/inquisio-nos-domnios-da-amrica.html' title='A Inquisição nos Domínios da América Espanhola'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-3806172810745728261</id><published>2007-06-11T19:36:00.000-03:00</published><updated>2007-06-11T19:49:41.059-03:00</updated><title type='text'>Bravo! Bravo! Brava fico eu!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Caminharei agora por um assunto que não sou perita. Aventurar-me-ei a tecer algumas palavras sob minha ótica de cidadã, daquilo que enxergo como eleitora. Pois bem, inicio falando daquilo que me motivou a escrever sobre o assunto. Como sou estudante residente na faculdade, às vezes, devido à rotina não consigo acompanhar os noticiários e, por conseguinte, sou impedida de exercer minha função fiscalizadora de cidadã brasileira. E nestes dias de final de semestre, os dias foram tipicamente universitários para mim: vi livros e livros, escrevi inúmeras páginas e dediquei-me exclusivamente às minhas tarefas acadêmicas, esquecendo-me que vivo em um país, estive confinada a minha própria órbita.&lt;br /&gt;Hoje, véspera de feriado, resolvi entender-me com minha consciência de brasileira e  acessei um site de um determinado jornal para interar-me do andamento da pátria amada, idolatrada, salve, salve. E salve mesmo. Das 13 notícias do caderno de política (fosse eu supersticiosa, já incluiria em minhas observações o fato de serem 13 notícias), 7 tinham como assunto principal a corrupção, uma outra falando a respeito que os magistrados estão contra a corte, uma falando do derrame que o deputado Clodovil sofreu, a câmera tentando abrir uma CPI e mais algumas do gênero. Ou seja, para início de conversa, já seriam 53,8% das notícias relacionadas aos escândalos do governo, e as demais sem grandes contribuições para o povo.&lt;br /&gt;Antes de prosseguir, gostaria de esclarecer alguns termos. Política é um termo derivado do grego, um adjetivo originado de polis – politikós – e diz respeito a tudo que faz parte de uma cidade, ao urbano, ao civil, ao público e ao social.  Política é um campo de estudos da esfera de atividades humanas articuladas às coisas do Estado, e não ao seu próprio umbigo. Sabe o brasileiro o que significa isso?&lt;br /&gt;Frustro-me cada vez que abro o jornal. Sinto-me na platéia de uma grande tragédia. Ao folhear as páginas de um jornal, sonho com o dia que lerei 13 notícias, ao menos, das medidas e das ações que o governo está implantando para melhorar a vida de cada brasileiro. Mudanças na economia, novos projetos para a educação, medidas para preservar o meio-ambiente, incentivo aos agricultores, investimento em infra-estrutura, planos para acelerar o crescimento do país, etc. Mas, não é a realidade do momento.&lt;br /&gt;Gostaria de ter a visão de Clark Kent e ver os bastidores, os verdadeiros atores, porque não acredito que os bastidores que a imprensa revela, como a corrupção, sejam reais. Calma, não estou justificando ninguém, acho que coisas muito maiores se passam por detrás dos cenários políticos nacionais e penso que o que nos é mostrado é só um passatempo: coisas triviais para nos desviar a atenção e nos impedir de ver o que realmente provoca o retrocesso ou a paralisia do Brasil.&lt;br /&gt;Neste exato momento, discursa dois andares abaixo do meu quarto um Ministro. Infelizmente, não sei de qual área e nem sei seu nome. Fui informada de sua estada pelo campus onde estudo hoje e a palestra é privado aos estudantes do direito, posso ver vários carros oficiais pela minha janela. Isto me leva ao pensamento, que para alguns é um tanto utópico, mas para mim é algo razoável pensar que as mudanças que precisam ser feitas não estão tão longe do alcance de nossas mãos. Penso que o governo não se encontra tão longe da minha casa, penso de que maneira eu posso contribuir para a mudança.&lt;br /&gt;Bravo! Bravo! São as palavras que merecem nossos políticos pela peça teatral que representam, ela chega a ser cômica. Porém, brava fico eu. Meu voto é um depósito de esperança por um Brasil melhor, e não gosto de ver minhas esperanças desaparecendo em virtude do calamitoso estado político atual igual ao sumiço repentino de nosso salário frente às altas tributações. Opto pela retirada das cortinas que cegam nossos olhos, olhares atentos e críticos de cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Liege de Oliveira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-3806172810745728261?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/3806172810745728261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=3806172810745728261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3806172810745728261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3806172810745728261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/06/bravo-bravo-brava-fico-eu.html' title='Bravo! Bravo! Brava fico eu!'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-7736401068519984515</id><published>2007-06-04T20:32:00.006-03:00</published><updated>2007-06-04T20:57:39.240-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ser ou não ser, eis a questão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vir a ser não é tarefa fácil. Paulo Freire repetiu continuamente que o ser humano é um ser inacabado. E esta afirmação não é exceção ao professor.&lt;br /&gt;Professor é um ser em expansão. E quando ele tem espaço para criar, investir na sua profissão e refletir sobre sua prática ele faz os “acabamentos” do seu “ser professor”. Acabamentos estes que nunca terminam, e ao decorrer do tempo, passarão por muitas reformas e talvez até algumas paredes precisem ser derrubadas e refeitas, mas isto faz parte do processo.&lt;br /&gt;A educação brasileira sempre esteve impregnada de práticas pedagógicas que em nada contribuíram para a boa formação dos cidadãos. E quando falo em boa formação, refiro-me a uma aprendizagem significativa e encharcada de política (principalmente no sentido das práticas sociais). Uma educação que contemple a formação de um aluno cidadão, que conhece a si mesmo, como nos ensina Sócrates, e perceba sua função no meio social, responsabilizando-se pela melhora do mesmo.&lt;br /&gt;Para uma educação de tal nível é preciso muito mais que uma mudança de ideologia, é preciso uma mudança epistemológica acontecer, como nos diz Becker (1995). E acredito que uma mudança epistemológica vai muito além da utilização de novos recursos, de uma postura profissional. Isto é fundamental, no entanto, indispensável também, se faz à seleção do que irá ser trabalhado com os alunos, se isso faz parte de sua realidade, do seu ser. O currículo precisa ser um eixo norteador para o professor, mas este deverá refletir as necessidades e interesse de cada turma e deverá estar aberto para as surpresas do percurso.&lt;br /&gt;Paulo Freire, mais uma vez, nos abre uma brecha de luz sobre o assunto, quando critica em suas obras o uso de cartilhas de alfabetização, ou qualquer outro material sem sentido e pronto que vire o principal, se não o único, instrumento do professor.&lt;br /&gt;O leitor pode atentar ao fato de que as cartilhas “Abelhinhas” ou aquelas que alfabetizavam fazendo o estudante reproduzir infinitas vezes “Ivo viu a uva” estão em desuso em boa parte do país. O que intriga, no momento, é a quantidade de sistemas que surgiram nos últimos anos franqueando escolas e disponibilizando a estas os planos de aula de cada dia letivo de cada série da educação básica, oferecendo todos os livros e recursos que serão usados em cada momento do ano letivo.&lt;br /&gt;O que discuto neste texto não é a qualidade do material destas franquias, o que discuto é o papel do professor. Se para Descartes, pensar era premissa básica para a existência, o que acontece com o professor quando tem seu intelecto atado pelas algemas de dada proposta pedagógica? Porventura, deixa de existir? A EXISTÊNCIA do professor acontece quando ele ajuda a construir a filosofia da sua instituição, quando ele agrega estes valores a sua vida, quando ele inventa metodologias, quando ele capta dos alunos os assuntos de interesse destes e ensina os conteúdos a partir disso, quando ele escreve, quando ele confecciona, planeja, quando ele busca!&lt;br /&gt;Para Ser professor é preciso pensar sobre cada passo da sua profissão. O músico compõe, interpreta, arranja. O arquiteto planeja cada construção diferente, detalha as curvas e retas, pensa nas cores, no terreno e na utilidade. O publicitário planeja novas estratégias para atingir determinada clientela. A cozinheira adequa o prato ao paladar do freguês. E assim cada profissão precisa pensar e criar para ter sucesso.&lt;br /&gt;E o professor? Este se prepara durante anos e ao chegar à sala de aula precisa ser um mero reprodutor do que lhe deram para lecionar? Não!&lt;br /&gt;Além de contestar sobre nossa remuneração, condições de trabalho precisamos reivindicar nosso direito de pensar, para logo existirmos.&lt;br /&gt;Digo não para tudo aquilo que me impeça de ser professor: das práticas que não valorizam a cultura, o meio e as necessidades individuais de cada aluno meu; digo não, as práticas extremamente conteudistas que não fazem relação com o cotidiano dos meus alunos. Enfim, do meu planejamento, cuido eu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Liege de Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos &amp;amp; Modelos Epistemológicos. In: SILVA, Liz Heron: AZEVEDO, José Clóvis (orgs). Paixão de aprender II. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-7736401068519984515?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/7736401068519984515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=7736401068519984515&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7736401068519984515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7736401068519984515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/06/ser-ou-no-ser-eis-questo.html' title=''/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-7522723572168211967</id><published>2007-04-17T23:33:00.000-03:00</published><updated>2007-04-18T10:05:43.217-03:00</updated><title type='text'>Conhecimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Em sua obra, Ciência e Existência, Álvaro Vieira Pinto propõe uma sentença carregada de significado: “O homem é um ser que se propõe a ser”. Mas o que exatamente é o Ser?&lt;br /&gt;Para responder a esta pergunta precisamos retornar a Grécia, aos primeiros filósofos, que já faziam este mesmo questionamento. Em grego a referida palavra é ta onta, que quer dizer as coisas existentes. Assim, estes filósofos dedicaram-se a estudar estas coisas e descobrir o que eram, o que significavam e como se transformavam, surge a ontologia, busca de saber sobre o Ser. Marilena de Chauí afirma que “os primeiros filósofos não tinham uma preocupação principal com o conhecimento, isto é, não indagavam se podemos ou não conhecer o Ser, mas partiam da pressuposição de que podemos conhecer.” (1995, p.109).&lt;br /&gt;Os seres humanos são seres que se propõem a conhecer a realidade, a conhecer a natureza das coisas, a conhecer tudo o que existe. E se ainda fossemos fazer uma ligação com a famosa frase de René Descartes: “cogito ergo sun”, “penso logo existo”, veríamos que o homem é um ser que se, se propõe a ser uma coisa que existe, então se propõe a pensar, decide dedicar-se à procura de conhecimento.&lt;br /&gt;Por muito tempo, a resposta para os porquês era encontrada nos mitos, como explica Joistein Gaarder, em seu renomado livro “O mundo de Sofia”: “as pessoas sempre tiveram necessidade de explicar os processos da natureza... E por causa disso inventaram os mitos, pois naquela época não existia a ciência”. (1995, p.40) Os primeiros filósofos já esquadrinhavam maneiras de encontrar explicações fora dos mitos, e este processo de desenvolveu ao longo dos anos e tornou-se tão valorizado, de maneira que hoje esta busca sistematizada de conhecimento, que é a ciência, se traduz em poder para aqueles que a detém.&lt;br /&gt;A significativa frase, de Vieira Pinto, “o homem é um ser que se propõe a ser” é em seguida acompanhada por outra importante sentença: “e com isso modifica a si e a sua realidade”, que mostra as implicações provindas da primeira. Ou seja, quando as pessoas constroem conhecimento, elas modificam a si mesmas e aquilo que as cercam. É o que Heráclito de Éfeso queria dizer quando afirmava que “Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos.” Ora cada dia que aprendemos algo novo, isso nos constitui e isso mudará também a forma como agimos com as pessoas e as situações.&lt;br /&gt;Por isso, conhecimento é também poder de mudança para aqueles que o buscam e o aplicam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Tafnes do Canto&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PINTO, Álvaro Borges Vieira. Ciência e existência: problemas filosóficos da pesquisa científica. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.&lt;br /&gt;CHAUÍ, Marilena de Souza. Convite a filosofia. 1. ed. São Paulo: Ática, 1995. Pág. 109 a 119.&lt;br /&gt;GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da história da filosofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Pág. 34 a 40.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-7522723572168211967?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/7522723572168211967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=7522723572168211967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7522723572168211967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/7522723572168211967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/04/conhecimento.html' title='Conhecimento'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-1537820649154012415</id><published>2007-04-16T11:31:00.000-03:00</published><updated>2007-04-16T11:34:18.913-03:00</updated><title type='text'>Mesopotâmia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;T.C&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A Mesopotâmia foi palco de muitos acontecimentos importantes, entre eles a formação de vários núcleos urbanos, a incorporação de papéis econômicos pelos indivíduos, o surgimento da escrita cuneiforme e a construção dos primeiros códigos de leis.&lt;br /&gt;“O terceiro milênio a.C. testemunha um grande número de núcleos urbanos se desenvolvendo ao longo do Tigre e do Eufrates” (PINSKY, 2001,69). Esta região antes habitada por povos de origem semita, passou a acolher povos de outras origens, como os sumérios, assírios, acadianos, elamitas e caldeus que fundam cidades-Estado independentes. Foi nestas primeiras cidades que o homem organizou a estrutura básica do Estado, onde a sociedade passa de uma instituição sem classes para uma instituição de classes. Lagash, Umma, Kish, Ur, Uruk, Akad, Gatium e Elam, podem ser mencionadas como exemplos desses primeiros núcleos urbanos.&lt;br /&gt;As condições geográficas da Mesopotâmia, como o clima árido e o solo demandavam grandes construções como os canais de irrigação e outras obras coletivas, que propiciaram o surgimento de um poder estatal forte e centralizado para liderar tais edificações, pois as mesmas ultrapassavam a iniciativa individual das pessoas. É neste contexto que a elite dirigente passa a explorar a sociedade e pela primeira vez na História são determinados papéis econômicos a serem exercidos pelo indivíduo no grupo. Onde antes a propriedade privada era inexistente, a terra torna-se propriedade do rei, temos então o chamado modo de produção asiático, marcado pelo antagonismo: sociedade sem exploração do homem pelo homem, ou seja, uma sociedade sem classes para uma sociedade de classes, na qual uma minoria que exercia o poder estatal foi assumindo o papel de classe exploradora.&lt;br /&gt;O surgimento da escrita cuneiforme foi um acontecimento importante porque a partir de então a perpetuação da cultura não dependeria apenas da oralidade, suficiente apenas para pequenos grupos, o que definitivamente não era o caso dos povos mesopotâmicos, que realizavam grandes empreendimentos que duravam mais de uma geração e necessitavam de um meio de transmissão mais eficiente. “Noutras palavras, a complexidade e a objetividade das relações econômicas que se estabelece, decorrente de sua amplitude em termos de espaço e tempo, vão exigir cálculos precisos e anotações claras, enfim, registros inteligíveis não apenas para quem os fazia como para os outros participantes ou coordenadores do projeto comum” (PINSKY, 2001 73) A escrita cuneiforme foi uma invenção do povo sumério, que vivia na Babilônia no século VI a.C. Ela era ao mesmo tempo ideográfica e fonética, cujos sinais eram marcados na argila ainda moldável com um estilete em forma de cunha, elemento que deu nome à escrita. Inicialmente era usada especialmente nos templos, pois os sacerdotes necessitavam registrar operações como os empréstimos de sementes e de animais, a partir do ano 3000 a.C, a escrita começou a ser usada não apenas para a contabilidade dos templos, mas também textos religiosos e literários, ritos mágicos e códigos legais.&lt;br /&gt;Os mesopotâmicos ainda deixaram sua contribuição no direito, pois criaram normas registradas para que todos obedecessem, são os primeiros códigos de leis, como a popular lei de Talião, popularmente conhecida como “olho por olho e dente por dente”. Lei que hoje nos parece um modo de fazer justiça com as próprias mãos, na época representava um equilíbrio, pois significava “não mais que um olho por um olho, não mais que um dente por um dente”.&lt;br /&gt;Diante de tantas evidências nos rendemos a importância histórica e ao grandioso legado que recebemos dos mesopotâmicos, por vezes esquecidos à sombra das culturas clássicas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;PINSKY, Jaime. As Primeiras Civilizações. São Paulo: Contexto, 2001. Pág. 69 a 104.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-1537820649154012415?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/1537820649154012415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=1537820649154012415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1537820649154012415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/1537820649154012415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/04/mesopotmia.html' title='Mesopotâmia'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-3155980012930881531</id><published>2007-03-30T18:55:00.000-03:00</published><updated>2007-03-30T18:59:05.578-03:00</updated><title type='text'>Mitos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;                                                                                                                                     Por Tafnes do Canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        É curioso como em todas as sociedades se produzem um conjunto de histórias criativas e profundas a respeito do mundo físico e metafísico. A estas histórias chamamos mitos. Eles têm como principal objetivo “explicar às pessoas algo que elas não conseguem entender” (GAARDER, 1996, p.38).&lt;br /&gt;        Lendas foram criadas e continuam sendo criadas, pois revelam aquilo que os seres humanos têm em comum, é como explica Moyers, em seu diálogo com uma das maiores autoridades em mitologia, Joseph Campbell, na obra O Poder do Mito: “mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação através dos tempos” (1990, p.5). Assim, a mitologia surge independente do tempo ou do espaço, já que a humanidade está em constante busca de respostas para seus porquês, de sentido para sua existência e das coisas que a cercam. É como as alegorias gregas sobre os deuses controladores da chuva, do Sol e das marés que esclareciam muitos fenômenos da natureza antes que a ciência viesse a explicá-los.&lt;br /&gt;       Porém, não é possível julgar levianamente a mitologia como um produto da ingenuidade. Mitos nos levam a refletir sobre temas complexos da vida. Como exemplo, pode-se citar Édipo, “o herói de uma das mais célebres lendas da literatura grega, depois do ciclo troiano” (GRAMAL, 1992, p. 127). Édipo Rei, como ficou conhecido através dos escritos de Sófocles, foi predestinado a assassinar seu pai e unir-se em matrimônio com a própria mãe. O pai, Laio, amedrontado pela maldição abandona o filho, a criança é encontrada e adotada pelo rei de Corinto. Ao descobrir sua sina, sem saber que a realeza coríntia não era sua família biológica, resolve fugir para livrar-se de tamanho opróbrio. No caminho mata Laio e casa-se com sua esposa.&lt;br /&gt;       Seja há 2500 anos atrás, quando surgiu, ou ainda em nossos dias, o mito de Édipo discute o destino. “Há um destino. No caso de Édipo, o oráculo predissera que ele mataria o pai e casaria com a mãe. De quem é a culpa? A culpa não é dele. A culpa vem de trás, é uma culpa herdada” (JOBOUILLE, 1993, p. 22). Assim, a interpretação do mito é a idéia de liberdade versus destino. O mito propõe que os seres humanos são predestinados e automaticamente nega que somos seres dotados de livre-arbítrio. Então, independente das escolhas a humanidade jamais poderia fugir daquilo que os deuses determinaram, assim como Édipo, por mais que se esforçasse não pôde fugir de sua sina. Deste modo, talvez sua função seja explicar, até mesmo isentar-nos de nossas atitudes, aliviando as culpas por nossas falhas, escolhas erradas e decisões precipitadas. Ou ainda, uma mensagem de que embora dotados de liberdade, muitas vezes estamos condicionados por nossa genética, educação e experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: romance da historia da filosofia. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. Pág. 34 a 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÓFOCLES. Édipo rei. São Paulo: Scipione, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOBOUILLE, Victor. Do Mythos ao Mito. Lisboa: Ed. Cosmos, 1993. Pág. 21 a 26.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRIMAL, Pierre. Dicionário da Mitologia Grega e Romana. Rio de Janeiro: Ed. Bertrand, 1992. Pág. 127 a 129.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMPBELL, Joseph com Bill Moyers. O Poder do Mito. São Paulo: Palas Atenas, 1990. Pág. 3 a 80. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-3155980012930881531?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/3155980012930881531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=3155980012930881531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3155980012930881531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3155980012930881531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/03/mitos.html' title='Mitos'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-4285271650562643337</id><published>2007-03-24T14:29:00.000-03:00</published><updated>2007-07-22T20:02:09.071-03:00</updated><title type='text'>A felicidade está nas pequenas coisas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Apreciar o valor das pequenas coisas é um exercício. Em um tempo que os sons, as imagens e inúmeras experiências agitam e perturbam nossos sentidos, precisamos buscar a quietude para refletir na importância e na diferença que as pequenas coisas fazem em nossa vida. Imagine o mundo sem o canto dos pássaros, o perfume das flores, o brilho dos astros. Imagine a vida sem o forte abraço - de quem realmente nos ama- ou um terno beijo de boa noite. Estas e tantas outras coisas que poderíamos enumerar tornam nossa vida mais colorida! Por isso, ser feliz, ou não, é um questão de ótica. Tire seus óculos escuros e enxergue a vida como ela realmente é: bela!”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tafnes do Canto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-4285271650562643337?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/4285271650562643337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=4285271650562643337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4285271650562643337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4285271650562643337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/03/felicidade-est-nas-pequenas-coisas.html' title='A felicidade está nas pequenas coisas'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-6179789091622368283</id><published>2007-02-04T18:39:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T18:41:45.926-02:00</updated><title type='text'>Nossa Herança</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;T.C&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;          A civilização ocidental é conhecida por seu legado grego-judaico-cristão, um conjunto de filosofias, teorias e costumes que a constituem.&lt;br /&gt;          Especificamente em nossa herança grega estão a medicina, filosofia, política, geometria, aritmética, arte e mesmo a história. Estes conhecimentos foram produzidos ao longo de 400 anos por uma civilização que se distinguiu de suas contemporâneas por sua criatividade e racionalismo.&lt;br /&gt;          E aqui, a criatividade vem antes do racionalismo porque com imaginação invejável surgiram na tradição popular os mitos que buscavam explicar o desconhecido. Esta qualidade também pode ser percebida no teatro, com mais de 300 tragédias (das quais, hoje, restam apenas 33) de três tragediógrafos: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes. Ainda destaca-se Aristófanes, primeiro autor cômico para palco, que debatia temas da vida pública em suas peças, assim como nós utilizamos a mídia para a mesma finalidade.&lt;br /&gt;         O fato é que o ocidente se orgulha de seu legado grego, da democracia que é igual à helena apenas no nome, do culto à razão e ao belo. Sim, talvez o amor ao belo seja inerente ao ser humano, mas em lugares como Atenas e Esparta, importantes cidades-estados da Grécia clássica, este conceito era levado ao extremo. Seja preparando-se para as guerras ou para os jogos, a devoção à beleza ganhou aparência de patologia. Podemos até imaginar aquelas enormes esculturas estabelecendo padrões, como fazem nossas revistas com suas celebridades ostentando uma beleza inatingível, exceto pelo minucioso trabalho digital. Será que é daí que herdamos o costume de excluir o diferente e a fé de que a beleza são aquelas medidas que alguém – Deus sabe quem! – um dia ditou?&lt;br /&gt;          Talvez este seja o tempo da “filha da Grécia”, também se orgulhar de ser judaico-cristã, onde o amor ao próximo e a igualdade, ao menos, são um ideal.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-6179789091622368283?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/6179789091622368283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=6179789091622368283&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6179789091622368283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/6179789091622368283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/02/nossa-herana.html' title='Nossa Herança'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-4750662005405297489</id><published>2007-02-02T15:31:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T15:40:19.224-02:00</updated><title type='text'>Música Como Fonte Histórica</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Canções populares podem iluminar pontos obscuros da historiografia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;          O uso de canções populares como fonte histórica permaneceu por muito tempo no esquecimento, ou mesmo no descrédito do meio acadêmico. Em um artigo chamado “História e música: canção popular e conhecimento histórico”, o autor José Geraldo Vinci de Moraes apresenta como as relações multidisciplinares entre história, cultura e música podem divulgar processos pouco conhecidos e raramente apontados pela historiografia. É notório que a música é uma fonte subjetiva, porém este fator foi superado por historiadores durante a “revolução documental”, que aceitou a avaliação e o uso de documentos das mais variadas naturezas.&lt;br /&gt;          Moraes explica que, a música é uma expressão artística com vasto poder de comunicação e que as canções populares, desta maneira, ilustram o cotidiano dos segmentos subalternos, constituindo-se de um importante instrumento para pesquisar a história das camadas populares. As canções estão intimamente conectadas as relações humanas, sejam elas individuais ou coletivas. Exemplos clássicos da música nas relações humanas são os cantos rituais nas sociedades primitivas, os hinos nas mais distintas religiões ou mesmo as canções entoadas por agricultores no campo, como as que originaram o blues na América do Norte.&lt;br /&gt;          Assim, as canções populares “se manifestam como experiência histórica” acrescenta o autor, que conclui que as músicas podem, sim, iluminar pontos obscuros, especialmente da história contemporânea, que imaginava-se impossível de trazer à luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tafnes do Canto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORAES, José Geraldo Vinci de. História e música: canção popular e conhecimento histórico. Rev. bras. Hist. v.20&lt;span style="color:#000000;"&gt; n.39 São Paulo 2000. Disponível em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-01882000000100009&amp;amp;lng=pt&amp;nrm=iso.htm&amp;amp;tlng=pt"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-01882000000100009&amp;amp;lng=pt&amp;nrm=iso.htm&amp;amp;tlng=pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; .&lt;/span&gt; Acessado em 30.jan. 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-4750662005405297489?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/4750662005405297489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=4750662005405297489&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4750662005405297489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/4750662005405297489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/02/msica-como-fonte-histrica.html' title='Música Como Fonte Histórica'/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38660721.post-3134778613714465588</id><published>2007-01-29T14:01:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T14:03:36.793-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:16;"  &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que assistimos ao BBB?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;“As celebridades não têm profissão, trabalho, esforço, não tem biografia. E o pior é que os jovens acreditam nessas pessoas”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-family:Verdana;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Nélida Piñon&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:11;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pois num dia desses resolvi assistir ao Big Brother Brasil 7 para tentar compreender porque tanta tietagem em torno do programa. A primeira vista me pareceu até que era igual aos anteriores, até as caras dos entusiasmados participantes pareciam-me as mesmas das primeiras edições (e não eram?). Nunca acompanhei ao programa de perto, mas pelo que vi não mudou muita coisa em relação ao primeiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Festas, conversas, beijos, fofocas, intrigas, sexo, alguém com a ______ pintada de vermelho em cima do poste. Opa, este último não cheguei a ver, mas ao que me parece é que todos queriam chamar a atenção para si o máximo que conseguiam, e se não alcançaram, dou esta sugestão. Ela é muito eficaz, todos que utilizaram este meio para alcançar este fim, obtiveram êxito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O mais angustiante é que fiquei sabendo que não podem nem ler um livro durante os três meses que passam confinados na casa. Um esforço bem grande, que talvez o prêmio dado ao vencedor compense. Por outro lado, talvez isso nem seja problema para nenhum participante (uma hipótese dura, mas sem dúvidas bastante realista).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A questão é: por que assistimos ao BBB? Por que os jornais dedicam páginas cobrindo o dia-a-dia dos participantes no programa? Por que gastamos saliva comentando sobre a vida de pessoas que nunca vimos, que não exercem nenhuma influência sobre nós? Por que tantas pessoas utilizam pay-per-view para vigiar 24 horas a vida de desconhecidos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eis o que chamo de incógnita. E não é uma simples equação. É algo que diz sobre nossa identidade cultural, questões éticas e até mesmo nossa natureza humana. Vai muito além dos números do IBOPE da Rede Globo. Um problema filosófico e moral “federal” (uma expressão que vem a calhar perfeitamente com o contexto, no sentindo de grande e também porque envolve todo o país).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Até entenderia se o que assistíssemos fosse o que acontece dentro da casa dos vizinhos, dos familiares, ou até do prefeito da cidade. Pelo menos seria sobre a vida de pessoas que conhecemos, que amamos ou odiamos. Poderíamos descobrir o que pensam sobre nós, se planejam algo, coisas do tipo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas não vejo nem um vigilante empolgado com o que observa através do monitoramento eletrônico de segurança. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Nem a TV Senado ou da Câmara assistimos com tanto interesse, sendo que nossos interesses estão sendo ali defendidos (ou não, mas isto é assunto para outra hora).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mas não, vigiamos pessoas que não sabemos nada a respeito delas, a não ser o que elas mesmas contam. Posicionamos-nos contra ou a favor delas. Vivemos suas angústias a cada paredão, a cada injustiça (injustiça?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Jornal Folha de São Paulo questionou as razões dos interesses dos telespectadores ao assitirem o programa. Pasmem, mas o resultado apontou em primeiro lugar para “&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;preguiça&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;: besteirol e conteúdo vazio dos participantes não exigem muito esforço mental do telespectador" e em segundo lugar “&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;gosto pelo grotesco:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt; programa incentiva situações constrangedoras, ridicularizantes e preconceituosas”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;Como se pode notar, o sucesso do programa está explicado. Ele na verdade, extrapola as expectativas do telespectador com níveis de “baixarias” que se superam a cada edição do programa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;Note que os telespectadores do programa são nossos vizinhos, amigos, professores, dirigentes e na pior das hipóteses, eles estão dentro da nossa própria casa. Estão por toda parte. Ou seja, são os mesmos membros da nossa sociedade. Uma conclusão um tanto óbvia, eu sei, mas não deixa de me aterrorizar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;O BBB infelizmente é raio-x da população brasileira. Enquanto as pessoas continuarem a ter preguiça para pensar e terem gosto pelo grotesco, seria recomendável que ninguém mais reclamasse da corrupção dos nossos políticos, dos escândalos, porque eles também estão correspondendo às expectativas do povo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;Acorda Brasil, já é tarde!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Liege de Oliveira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38660721-3134778613714465588?l=ratioessendi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ratioessendi.blogspot.com/feeds/3134778613714465588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38660721&amp;postID=3134778613714465588&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3134778613714465588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38660721/posts/default/3134778613714465588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ratioessendi.blogspot.com/2007/01/por-que-assistimos-ao-bbb-as.html' title=''/><author><name>Liege de Oliveira e Tafnes do Canto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07263836620887220845</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='20' src='http://2.bp.blogspot.com/_I_uvq7mvEbo/SndX29AxxwI/AAAAAAAAAEM/SV9gnzQiS60/S220/julh+2009+024.1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
